Minha última Análise publicada neste Blog foi no dia 17 de Março deste ano; no entanto não desisti do Blog - apenas, como escritor, necessito de inspiração, que tem me faltado desde então, não sei porque.
.
Neste meio tempo, abri um outro Blog, de poesia, nomeado "Poësis Poëta - A Poesia do Poeta", que está listado nos favoritos deste Blog. Espero que visitem e gostem das poesias lá publicadas.
.
Também escrevi um texto, intitulado "Das Ações Humanas e Suas Conseqüências, publicado primeiramente no 4SHARED. Posteriormente, foi publicado no site Panorama Espírita, onde iniciei minha colaboração postando, além de textos mais longos, também as Análises publicadas neste Blog. Caso não queira fazer o download do arquivo, poderá lê-lo no Panorama Espírita.
.
Não estarei postando este e outros textos aqui por dois motivos: 1- São demasiado longos em relação às Análises que costumo publicar aqui; e 2- O Blog foi concebido com o objetivo de trazer Análises de versículos Bíblicos e Neotestamentários; depois, a pedidos, aumentei as Análises para os livros da Codificação Espírita-Cristão. No entanto, postar tais textos aqui será deturpar totalmente o objetivo primeiro do mesmo. Se algum dia os pedidos forem bastantes, decerto que irei postar tais textos aqui. Portanto, caso queiram tê-los aqui, por favor, manifestem-se a respeito. Do contrário, limitar-me-ei a postar o link de download e de leitura em HTML aqui.
.
Por hoje é só. Até a próxima. Fiquem com Deus, na Santa Paz do Senhor Jesus Cristo.
.
"Deus, Cristo e Caridade - Cristo ontem, hoje e para todo o sempre".
Domingo, 28 de Junho de 2009
Terça-feira, 17 de Março de 2009
35º Análise – 1º Timóteo, 6, 17-19.
Vv: “Admoeste os ricos deste mundo, para que não sejam orgulhosos e não coloquem sua Esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos dá tudo com abundância para que nos alegremos. Que eles façam o Bem, se enriqueçam de Boas Obras, sejam prontos a distribuir, capazes de partilhar. Desse modo, estão acumulando para si mesmos um belo tesouro para o futuro, a fim de obterem a verdadeira Vida.”.
Abertura – Como já se sabe, a 1º Epístola a Timóteo foi escrita por Paulo de Tarso em meados da Primavera do ano 66 d.C., na cidade de Tróade, Macedônia, na Ásia Menor; era endereça a Timóteo, que estava em Éfeso – como faz-se óbvio desde o começo da Epístola, quando Paulo diz, nos versículos 1-2 do capítulo 1: “Paulo, Apóstolo de Cristo Jesus por ordem de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa Esperança, a Timóteo, Seu filho genuíno na Fé. Graça, Misericórdia e Paz, da parte de Deus Pai, e de Cristo Jesus, nosso Senhor.”; e depois, no versículo 3 do mesmo capítulo: “Pedi-te, por ocasião de minha partida para a Macedônia, que ficasses em Éfeso...”.
Notemos, aqui, que enquanto o texto grego diz genuíno, o texto latino diz querido. Ambas as versões são boas e antiqüíssimas, de modo que apontamos as duas aqui, não só para fins de curiosidade, mas também de instrução.
Então, segue-se mais ou menos este roteiro: Paulo, no ano 64 d.C. é absolvido de seu primeiro processo em Roma. Parte, então, daí, para o Oriente a fim de visitar pela última vez algumas das comunidades que fundou; escreve a 1º Epístola a Timóteo e volta para o Ocidente, donde prossegue até seus extremos, conseguindo realizar seu sonho de vida: pregar na Espanha, até aos extremos do mundo conhecido. Volta, daí, para Roma, onde é preso pela segunda vez e escreve a 2º Epístola a Timóteo – depois de escrever a Epístola a Tito, que veio antes. Após algum tempo de prisão, é julgado e sentenciado a morte no ano 67 d.C., em Roma, onde morre decapitado.
Por ser uma Epístola feita com a prudência e a sabedoria de uma idade avançada, cravada de experiências e dores, angústias e alegrias, contém, esta Epístola – bem como as demais Epístolas Pastorais – valiosos ensinamentos de vida Cristã e reta, longe de tudo quanto vá contra a Lei de Amor instituída por Deus – diametralmente opostas às grandes Epístolas que Paulo escreveu durante suas viagens, em meio aos labores do tear ou ao frio dos cárceres; com a delícia do afago carinhoso de amigos queridos, ou com a chibata dos inimigos de Deus a rasgar-lhe as costas. Desta série de Epístolas, feitas durante o apogeu de seu Apostolado, em que ressoam toda a genialidade e agudeza do Espírito Paulino, remata com chave de ouro a Epístola aos Romanos. A partir de então vê-se somente o Paulo ancião, sábio, prudente e experiente, a abundar, em suas Epístolas Pastorais, conselhos de vida Cristã e piedosa que, infelizmente, vêm sendo desprezados por boa parte dos que dizem ser Cristãos – mas não o são. Lamentável o fato de que quanto mais se desprezam tais conselhos mais aumentam as misérias humanas, pois quanto mais desprezam-nos, mais afastam-se de Cristo, chegando-se mais e mais ao orgulho, ao egoísmo e a vaidade – diante disto, não é de se admirar que procurem a Alegria, a Felicidade, a Paz, o Bem, e tantas outras coisas boas e maravilhosas, mas jamais lhas encontrem. Pudera! Querem achar a Vida na morte, tamanha a ilusão que lhes cega o entendimento!
Paremos aqui com a introdução, e partamos à análise dos versículos em questão.
Análise – Após discorrer sobre inúmeros problemas e deixar ao Discípulo querido seus mais nobres e melhores conselhos, principia o Apóstolo das Gentes por recomendar a Tito admoesta-se aos que, membros da comunidade Cristã de Éfeso, fossem possuidores de grandes riquezas, para que tomassem cuidado com elas, tão perigosas quão sedutoras, a fim de que não colocassem a Esperança nelas, tão incertas e obscuras como a saúde física ou a existência carnal daqui a meia-hora, mas sim em Deus, tão certo e glorioso quanto o Amor ou a Eternidade.
Quantos de nós, de fato, dizemo-nos Cristãos, mas ao ter acesso às ilusões do dinheiro, damos as costas a Deus, revelando nossa promiscuidade, nosso orgulho, nossa vaidade, nossa mesquinharia, nossa maldade e dureza de coração? Isto porque, iludidos com a falsa certeza do agora e com a falsa incerteza do amanhã, preferimos a “realidade” do dinheiro e do agora, do que nos sacrificar por algo que sequer temos certeza de que existe, como Deus, o Espírito, a Vida Eterna. No entanto, que vergonha existirem tais pensamentos na mente de alguém que, até pouco, dizia-se Cristão e fiel devoto, desejoso de vida piedosa em Cristo, disposto aos mais nobres sacrifícios! Bem disse Jesus que se reconhece o falso Profeta pelas suas obras, visto que nenhuma árvore má dará bons frutos, senão em mera aparência! Tamanha é a falta de Fé de tais “devotos” que, olhando as Obras do Pai Celeste, ainda sim não crêem, mesmo estas sendo o mais veemente brado de Deus ao homem, a mais incontestável prova da realidade Divina, como bem disse o Apóstolo dos Gentios aos Romanos. Preferem, então, sacrificar-se em Espírito por causa de bens passageiros, que decerto apodrecerão com o corpo mortal – e, talvez, nem ficarão na família, visto que há imprevidências e “acidentes” que fazem perder verdadeiras fortunas –, do que sacrificar-se materialmente em prol da mais Imutável das Realidades: Deus, o Espírito, a Vida Eterna, o Bem... Para crer, basta olhar a Obra; quem olha e ainda assim não se confirma de Deus, está cego, sendo guiado pelo ateísmo, pela dúvida, pela incerteza – e quando um cego guia outro cego... Ambos caem num buraco!
Pede, então, o Apóstolo, que admoeste aos ricos de Éfeso, para que não façam isto, mas aquilo. Pede, também, que os incite à que “(...) façam o Bem, se enriqueçam de Boas Obras, sejam prontos a distribuir, capazes de partilhar.”.
Pede, então, o Apóstolo Paulo, duas coisas dos ricos: a primeira delas, já bem esclarecida, é a de que não confiem sua Esperança à fragilidade do tempo e das riquezas, mas à Força Eterna e Imutável de Deus; a segunda é a que apreciamos agora, e que damos desenvolvimento: fazer o Bem, enriquecerem-se de Boas Obras enquanto estão prontos a distribuir e partilhar sempre e sem olhar a quem.
Fazer o Bem é Santo Remédio para a Alma, pois cura as chagas desta, enobrecendo-a e aproximando-a de Deus, Sumo Bem.
Enriquecer-se de Boas Obras é absolutamente necessário para a Vida Espiritual, visto que “Ninguém entrará no Reino do Céu se não fizer a Vontade de Meu Pai, que está no Céu.”. Ora, para entrar no Reino do Céu faz-se necessário praticar a Vontade de Deus, que consiste na Lei de Amor – Amar a Deus acima de tudo e em todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos; não fazer aos outros o que não queremos que nos façam; e outros Mandamentos semelhantes –; e que é praticar a Vontade de Deus, senão enriquecer-se de Boas Obras?
Estar pronto a distribuir, sendo capaz de partilhar é, com efeito, ser capaz de abdicar do orgulho, da vaidade e, principalmente, do egoísmo – em prol da Humildade e da Caridade, em benefício de todos os irmãos de caminhada. Sem esforço podemos perceber que é impossível praticar a Vontade de Deus sem estar pronto a distribuir e sem ser capaz de partilhar.
Logo, podemos ver que na citação do Apóstolo só constam conselhos absolutamente edificados na Verdade da Revelação de Cristo, que elevam e dignificam tudo e todos. Sem nenhum obstáculo vemos que seu cumprimento é essencial para qualquer pessoa que queira seguir Cristo, Cristificando-se no Senhor; vemos que o descumprimento de tais conselhos é passo certo para uma vida longe da Luz e, conseqüentemente, longe de tudo quanto o ser humano aspira, visto que tudo quanto aspira está na Luz e somente lá poderá ser encontrado.
Jesus, nosso Mestre e Senhor disse-nos, certa vez, que ao invés de ajuntarmos riquezas aqui na Terra, “onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões penetram e roubam”, juntássemo-las no Céu, “onde nem a traça e a ferrugem destroem, onde os ladrões não penetram nem os roubam”. E completou dizendo que onde estivesse o nosso tesouro, lá estaria também o nosso coração, pois era impossível servir a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo, visto que amaríamos a um e odiaríamos ao outro, serviríamos a um e descumpriríamos nossos deveres para com o outro.
Paulo, lembrando este sublime ensinamento de Cristo, após recomendar que fizessem o Bem, enriquecessem-se de Boas Obras, estando prontos a distribuir e partilhar, diz o seguinte: “Desse modo, estão acumulando para si mesmos um belo tesouro para o futuro, a fim de obterem a verdadeira Vida.”.
Diz, então, o Apóstolo, duas coisas de extrema importância: a primeira é que só há uma maneira de cumprir a recomendação de Cristo: praticando tudo quanto recomenda-nos Cristo – dentre os quais estão os conselhos de Paulo, bebidos na Fonte Viva de Cristo. De outro modo não haveremos de ajuntar riquezas no Céu Incorruptível e Inviolável; a segunda coisa – e, talvez, a mais importante – que nos diz o Apóstolo é a seguinte: só podemos entrar no Reino do Céu, obter a verdadeira Vida caso pratiquemos a Lei de Deus, seguindo e cumprindo tais conselhos do Apóstolo – bem como outros tantos do Senhor, ou inspirados no Senhor –. Junto às Boas Obras, condição imprescindível é juntar nosso tesouro no Céu a fim de ganharmos acesso aos Planos Superiores da Vida – região intitulada Reino do Céu, Plano Superior, dentre outros semelhantes. Faz-se mister notar o seguinte: há dois Reinos do Céu: um deles, externo, é a Região Superior do Plano Espiritual; o outro, interno, caracteriza-se por uma estado de Espírito inalterável de Paz, Felicidade, Amor, dentre outros. Disto concluímos o seguinte: ambos os Reinos do Céu, embora bem diferentes, são semelhantes, visto que para gozar dele faz-se necessário evoluirmos, tornando-nos Espíritos Superiores. Poderíamos, então, dizer mesmo que há um único Reino do Céu, que se manifesta de duas formas diferentes: uma interna, outra externa, e que só é plenamente alcançado após atingirmos a Perfeição Espiritual. Desenvolveremos este ponto em outra ocasião.
Finalização – Terminamos aqui mais uma análise. Espero ter podido contribuir com uma análise razoável e conseguindo lançar alguma luz nestes versículos do Evangelho de nosso Senhor, a Boa Nova do Reino de Deus. Meditemos, oremos e vigiemos, sempre.
Por hoje é só. Até a próxima. Deus abençoe e Jesus Cristo ilumine sempre.
Fiquem com Deus, na Santa Paz do Senhor Jesus Cristo.
“Deus, Cristo e Caridade” – “Cristo ontem, hoje e para todo o sempre”.
Abertura – Como já se sabe, a 1º Epístola a Timóteo foi escrita por Paulo de Tarso em meados da Primavera do ano 66 d.C., na cidade de Tróade, Macedônia, na Ásia Menor; era endereça a Timóteo, que estava em Éfeso – como faz-se óbvio desde o começo da Epístola, quando Paulo diz, nos versículos 1-2 do capítulo 1: “Paulo, Apóstolo de Cristo Jesus por ordem de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa Esperança, a Timóteo, Seu filho genuíno na Fé. Graça, Misericórdia e Paz, da parte de Deus Pai, e de Cristo Jesus, nosso Senhor.”; e depois, no versículo 3 do mesmo capítulo: “Pedi-te, por ocasião de minha partida para a Macedônia, que ficasses em Éfeso...”.
Notemos, aqui, que enquanto o texto grego diz genuíno, o texto latino diz querido. Ambas as versões são boas e antiqüíssimas, de modo que apontamos as duas aqui, não só para fins de curiosidade, mas também de instrução.
Então, segue-se mais ou menos este roteiro: Paulo, no ano 64 d.C. é absolvido de seu primeiro processo em Roma. Parte, então, daí, para o Oriente a fim de visitar pela última vez algumas das comunidades que fundou; escreve a 1º Epístola a Timóteo e volta para o Ocidente, donde prossegue até seus extremos, conseguindo realizar seu sonho de vida: pregar na Espanha, até aos extremos do mundo conhecido. Volta, daí, para Roma, onde é preso pela segunda vez e escreve a 2º Epístola a Timóteo – depois de escrever a Epístola a Tito, que veio antes. Após algum tempo de prisão, é julgado e sentenciado a morte no ano 67 d.C., em Roma, onde morre decapitado.
Por ser uma Epístola feita com a prudência e a sabedoria de uma idade avançada, cravada de experiências e dores, angústias e alegrias, contém, esta Epístola – bem como as demais Epístolas Pastorais – valiosos ensinamentos de vida Cristã e reta, longe de tudo quanto vá contra a Lei de Amor instituída por Deus – diametralmente opostas às grandes Epístolas que Paulo escreveu durante suas viagens, em meio aos labores do tear ou ao frio dos cárceres; com a delícia do afago carinhoso de amigos queridos, ou com a chibata dos inimigos de Deus a rasgar-lhe as costas. Desta série de Epístolas, feitas durante o apogeu de seu Apostolado, em que ressoam toda a genialidade e agudeza do Espírito Paulino, remata com chave de ouro a Epístola aos Romanos. A partir de então vê-se somente o Paulo ancião, sábio, prudente e experiente, a abundar, em suas Epístolas Pastorais, conselhos de vida Cristã e piedosa que, infelizmente, vêm sendo desprezados por boa parte dos que dizem ser Cristãos – mas não o são. Lamentável o fato de que quanto mais se desprezam tais conselhos mais aumentam as misérias humanas, pois quanto mais desprezam-nos, mais afastam-se de Cristo, chegando-se mais e mais ao orgulho, ao egoísmo e a vaidade – diante disto, não é de se admirar que procurem a Alegria, a Felicidade, a Paz, o Bem, e tantas outras coisas boas e maravilhosas, mas jamais lhas encontrem. Pudera! Querem achar a Vida na morte, tamanha a ilusão que lhes cega o entendimento!
Paremos aqui com a introdução, e partamos à análise dos versículos em questão.
Análise – Após discorrer sobre inúmeros problemas e deixar ao Discípulo querido seus mais nobres e melhores conselhos, principia o Apóstolo das Gentes por recomendar a Tito admoesta-se aos que, membros da comunidade Cristã de Éfeso, fossem possuidores de grandes riquezas, para que tomassem cuidado com elas, tão perigosas quão sedutoras, a fim de que não colocassem a Esperança nelas, tão incertas e obscuras como a saúde física ou a existência carnal daqui a meia-hora, mas sim em Deus, tão certo e glorioso quanto o Amor ou a Eternidade.
Quantos de nós, de fato, dizemo-nos Cristãos, mas ao ter acesso às ilusões do dinheiro, damos as costas a Deus, revelando nossa promiscuidade, nosso orgulho, nossa vaidade, nossa mesquinharia, nossa maldade e dureza de coração? Isto porque, iludidos com a falsa certeza do agora e com a falsa incerteza do amanhã, preferimos a “realidade” do dinheiro e do agora, do que nos sacrificar por algo que sequer temos certeza de que existe, como Deus, o Espírito, a Vida Eterna. No entanto, que vergonha existirem tais pensamentos na mente de alguém que, até pouco, dizia-se Cristão e fiel devoto, desejoso de vida piedosa em Cristo, disposto aos mais nobres sacrifícios! Bem disse Jesus que se reconhece o falso Profeta pelas suas obras, visto que nenhuma árvore má dará bons frutos, senão em mera aparência! Tamanha é a falta de Fé de tais “devotos” que, olhando as Obras do Pai Celeste, ainda sim não crêem, mesmo estas sendo o mais veemente brado de Deus ao homem, a mais incontestável prova da realidade Divina, como bem disse o Apóstolo dos Gentios aos Romanos. Preferem, então, sacrificar-se em Espírito por causa de bens passageiros, que decerto apodrecerão com o corpo mortal – e, talvez, nem ficarão na família, visto que há imprevidências e “acidentes” que fazem perder verdadeiras fortunas –, do que sacrificar-se materialmente em prol da mais Imutável das Realidades: Deus, o Espírito, a Vida Eterna, o Bem... Para crer, basta olhar a Obra; quem olha e ainda assim não se confirma de Deus, está cego, sendo guiado pelo ateísmo, pela dúvida, pela incerteza – e quando um cego guia outro cego... Ambos caem num buraco!
Pede, então, o Apóstolo, que admoeste aos ricos de Éfeso, para que não façam isto, mas aquilo. Pede, também, que os incite à que “(...) façam o Bem, se enriqueçam de Boas Obras, sejam prontos a distribuir, capazes de partilhar.”.
Pede, então, o Apóstolo Paulo, duas coisas dos ricos: a primeira delas, já bem esclarecida, é a de que não confiem sua Esperança à fragilidade do tempo e das riquezas, mas à Força Eterna e Imutável de Deus; a segunda é a que apreciamos agora, e que damos desenvolvimento: fazer o Bem, enriquecerem-se de Boas Obras enquanto estão prontos a distribuir e partilhar sempre e sem olhar a quem.
Fazer o Bem é Santo Remédio para a Alma, pois cura as chagas desta, enobrecendo-a e aproximando-a de Deus, Sumo Bem.
Enriquecer-se de Boas Obras é absolutamente necessário para a Vida Espiritual, visto que “Ninguém entrará no Reino do Céu se não fizer a Vontade de Meu Pai, que está no Céu.”. Ora, para entrar no Reino do Céu faz-se necessário praticar a Vontade de Deus, que consiste na Lei de Amor – Amar a Deus acima de tudo e em todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos; não fazer aos outros o que não queremos que nos façam; e outros Mandamentos semelhantes –; e que é praticar a Vontade de Deus, senão enriquecer-se de Boas Obras?
Estar pronto a distribuir, sendo capaz de partilhar é, com efeito, ser capaz de abdicar do orgulho, da vaidade e, principalmente, do egoísmo – em prol da Humildade e da Caridade, em benefício de todos os irmãos de caminhada. Sem esforço podemos perceber que é impossível praticar a Vontade de Deus sem estar pronto a distribuir e sem ser capaz de partilhar.
Logo, podemos ver que na citação do Apóstolo só constam conselhos absolutamente edificados na Verdade da Revelação de Cristo, que elevam e dignificam tudo e todos. Sem nenhum obstáculo vemos que seu cumprimento é essencial para qualquer pessoa que queira seguir Cristo, Cristificando-se no Senhor; vemos que o descumprimento de tais conselhos é passo certo para uma vida longe da Luz e, conseqüentemente, longe de tudo quanto o ser humano aspira, visto que tudo quanto aspira está na Luz e somente lá poderá ser encontrado.
Jesus, nosso Mestre e Senhor disse-nos, certa vez, que ao invés de ajuntarmos riquezas aqui na Terra, “onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões penetram e roubam”, juntássemo-las no Céu, “onde nem a traça e a ferrugem destroem, onde os ladrões não penetram nem os roubam”. E completou dizendo que onde estivesse o nosso tesouro, lá estaria também o nosso coração, pois era impossível servir a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo, visto que amaríamos a um e odiaríamos ao outro, serviríamos a um e descumpriríamos nossos deveres para com o outro.
Paulo, lembrando este sublime ensinamento de Cristo, após recomendar que fizessem o Bem, enriquecessem-se de Boas Obras, estando prontos a distribuir e partilhar, diz o seguinte: “Desse modo, estão acumulando para si mesmos um belo tesouro para o futuro, a fim de obterem a verdadeira Vida.”.
Diz, então, o Apóstolo, duas coisas de extrema importância: a primeira é que só há uma maneira de cumprir a recomendação de Cristo: praticando tudo quanto recomenda-nos Cristo – dentre os quais estão os conselhos de Paulo, bebidos na Fonte Viva de Cristo. De outro modo não haveremos de ajuntar riquezas no Céu Incorruptível e Inviolável; a segunda coisa – e, talvez, a mais importante – que nos diz o Apóstolo é a seguinte: só podemos entrar no Reino do Céu, obter a verdadeira Vida caso pratiquemos a Lei de Deus, seguindo e cumprindo tais conselhos do Apóstolo – bem como outros tantos do Senhor, ou inspirados no Senhor –. Junto às Boas Obras, condição imprescindível é juntar nosso tesouro no Céu a fim de ganharmos acesso aos Planos Superiores da Vida – região intitulada Reino do Céu, Plano Superior, dentre outros semelhantes. Faz-se mister notar o seguinte: há dois Reinos do Céu: um deles, externo, é a Região Superior do Plano Espiritual; o outro, interno, caracteriza-se por uma estado de Espírito inalterável de Paz, Felicidade, Amor, dentre outros. Disto concluímos o seguinte: ambos os Reinos do Céu, embora bem diferentes, são semelhantes, visto que para gozar dele faz-se necessário evoluirmos, tornando-nos Espíritos Superiores. Poderíamos, então, dizer mesmo que há um único Reino do Céu, que se manifesta de duas formas diferentes: uma interna, outra externa, e que só é plenamente alcançado após atingirmos a Perfeição Espiritual. Desenvolveremos este ponto em outra ocasião.
Finalização – Terminamos aqui mais uma análise. Espero ter podido contribuir com uma análise razoável e conseguindo lançar alguma luz nestes versículos do Evangelho de nosso Senhor, a Boa Nova do Reino de Deus. Meditemos, oremos e vigiemos, sempre.
Por hoje é só. Até a próxima. Deus abençoe e Jesus Cristo ilumine sempre.
Fiquem com Deus, na Santa Paz do Senhor Jesus Cristo.
“Deus, Cristo e Caridade” – “Cristo ontem, hoje e para todo o sempre”.
Marcadores:
1º Epístola a Timóteo.,
Epístolas Paulinas.
| Reações: |
Quinta-feira, 12 de Março de 2009
34º Análise – Epístola aos Romanos, 2, 17-24.
Vv: “Dizes que és judeu, confias na Lei e te ufanas de Deus; conheces Sua Vontade, e, instruído pela Lei, sabes o que é bom e o que é mau; tens-te em conta de guia dos cegos, luzeiro dos que vivem em trevas, doutor dos ignorantes, mestre dos pequeninos, de homem que na Lei possuí a expressão do conhecimento e da verdade – e tu, que ensinas outrem, não ensinas a ti mesmo? Pregas que não deves furtar – e furtas? Dizes que não se deve cometer adultério – e cometes adultério? Detesta os ídolos – e cometes sacrilégio? Glorias-te da Lei – e desrespeita a Deus pela transgressão da Lei? Pois é por tua culpa que se ultraja o Nome de Deus entre os gentios, como diz a Escritura.”.
Abertura – Considero a Epístola aos Romanos uma das mais profundas e bonitas de todas das que o Apóstolo das Gentes escreveu. Contém, em minha opinião, o princípio da maior parte do pensamento Paulino, além de ser a última das Epístolas de Paulo com o vigor e a genialidade do Apóstolo, com frases que passavam por cima de frases, com aquele ardor e emoção de um soldado que quer conquistar tudo e todos para seu soberano senhor. As Epístolas que vêm após a aos Romanos caracterizam-se não mais pela genialidade e ousadia do doutor da Lei, mas pela prudência e sabedoria da velhice – velhice, prudência e sabedoria conquistadas e vividas sob o calor da liberdade e da algema, do carinho afetuoso dos amigos e do chicote inimigo a rasgar-lhe as costas, em naufrágios e apedrejamentos, em descanso ou em milhas percorridas a pé, sob o sol ou a chuva, em discursos e pregações vitoriosas ou fracassadas... Sim, Paulo teve seus fracassos, afinal, era humano. Humano também era Jesus, mas o Mestre não fracassou senão nos Espíritos mesquinhos, torpes e mundanos que se tornaram assassinos do Messias que tanto esperavam, pois estes não puderam compreender-Lhe...
Muitos ‘crentes’ ditos ‘modernos’ contestam alguns pontos do pensamento Paulino, tendo-o como ultrapassado e sem valor, fruto não do Evangelho, mas do próprio Paulo. Estes não sabem o que dizem, “são cegos guiando cegos”, e vêem como aprovação à escravidão e à submissão feminina aos homens a tentativa de Paulo de preparar o caminho para a libertação da mulher e do escravo no futuro. Se conseguissem ao menos interpretar direito o que Paulo quis dizer, saberiam que “A letra mata, mas o Espírito dá Vida”, e louvariam Paulo, ao invés de apedrejá-lo novamente! Louvariam, visto que Paulo bradou contra a tirania dos senhores que escravizavam e tratavam o ser humano como mero animal, mera; bradou contra o pensamento de que os Imperadores de Roma eram deuses; bradou contra a submissão da mulher, opondo-se ao tratamento indigno que as mulheres recebiam; bradou Paulo contra práticas antinaturais em matéria de sexualidade; bradou Paulo contra tudo de ruim que há no mundo, e que vai contra Deus e o Evangelho, a Boa-Nova do Reino do Céu.
Quanto aos que contestam Paulo, só diremos que foi escolhido pelo próprio Jesus, às portas de Damasco; só diremos que Paulo batalhou mais do que os outros Apóstolos, e que graças a ele é que o Cristianismo se propagou pelo mundo inteiro, não se limitando as paredes de algum Mosteiro perdido no meio das montanhas do Oriente Médio; diremos que Paulo foi elogiado e aprovado pelos demais Apóstolos, e que não havia discordância e intrigas entre ele e Tiago, como dizem; diremos, por fim, para que se libertem de seus preconceitos e limitações, e que estudem as maravilhosas Epístolas Paulinas sob a proteção dos ensinamentos de Cristo. Cremos que isto bastará para encerrar a questão. Caso não encerre, não poderemos fazer nada, e deveremos deixá-los guiarem-se por si mesmos, já que o querem, embora o Senhor tenha avisado que quando um cego guia outro cego, “ambos caem num buraco”.
Paremos, portanto, com a introdução, e partamos à análise dos versículos em questão.
Análise – Os versículos 17-24 do segundo capítulo da Epístola aos Romanos podem ser considerados um verdadeiro brado contra o orgulho, a prepotência, a hipocrisia e as pessoas que se aproveitam da Religião em benefício próprio, por conta de fins egoístas e menos dignos. Aliás, convém lembrar que Jesus perdoou e conviveu com toda a espécie de pecadores; perdoou aos ladrões crucificados com Ele; olhou com Piedade para o assassino e amotinador Barrabás; salvou a prostituta do apedrejamento; no entanto, ao se deparar com os tipos que lucram com a Religião, tomou do chicote e expulsou-os a todos. Claro que esta narrativa é um tanto forçada, e faz-nos, às vezes, pensar que a Bondade em pessoa teve um surto de violência e descaridade. Somos dos que acham que Jesus tratou-os com severidade, repreendendo-os fortemente, ao invés de usar dos métodos que usava para repreender e esclarecer os demais. No entanto, jamais cairia o Mestre para a violência desmedida, como nos faz pensar a narrativa dos Evangelhos, que talvez tenham sofrido adulteração ou má tradução – isto se não foi obra dos próprios Evangelistas que, com isto, queriam apresentar uma forte oposição do Senhor aos que lucram com a Religião. Isto, cremos, é o mais provável. No entanto, devemos concordar que extrapolaram em seu objetivo, acabando por passar a imagem de um Jesus que ensina uma coisa – o Amor e a Tolerância – e, cedo ou tarde, cai em contradição e põe em prática outra – a violência e o desequilíbrio psicoemocional.
Principia o Apóstolo por enumerar várias demonstrações de orgulho e prepotência por parte dos que, dizendo seguir a Lei de Deus, matam a Humildade e caem no orgulho e na prepotência, tendo-se em conta de fiéis zeladores da Lei do Senhor, “guia dos cegos, luzeiro dos que vivem em trevas, doutor dos ignorantes, mestre dos pequeninos, de homem que na Lei possuí a expressão do conhecimento e da verdade”.
Ora, quantos de nós não fazemos o mesmo? Quantos de nós, ao ensinar algo que sabemos, não nos revestimos desta prepotência odiosa, deste orgulho maligno, tendo-nos em conta de algo acima daquele a quem instruímos, sem nos dar conta de nossa imensa miséria Espiritual, que nos põe em pé de igualdade com os vermes da terra? Eis o que é trágico e lamentável: somos vermes que, ao invés de dar-nos conta de nossa miséria e batalhar para elevar-nos à posição mais digna, fechamo-nos em nossa limitação, tendo-nos em conta de deuses, quando, na verdade, rastejamos no pó, envoltos de falsa sabedoria e ciência.
Paulo principia por demonstrar, de forma educada, que quando fazemos isso já não estamos seguindo a Lei que dizemos nos esforçar para seguir e zelar. Mostra, então, Paulo, o nosso erro, dando-nos a Luz de Cristo para que possamos sair desta enrascada em que nos metemos, talvez, por causa de habilidosa emboscada Espiritual feita por irmãos menos felizes e afastados do Bem Eterno, que, aproveitando nossos muitos pontos fracos, deixam pronta a armadilha, esperando que caíamos, visto que, descumprindo o mandamento de Cristo, não ficamos cingidos, orando e vigiando para não cairmos na tentação. Logo, se esses irmãos obtêm sucesso é porque deixamos que acontecesse a investida e a vitória de tais inimigos de Deus. Antecipando o argumento fraquíssimo de que, em geral, desconhecemos a presença destes irmãos infelizes, que nos querem o mal, e que, por isso, não podemos fazer nada, e de que, portanto, não é nossa culpa se somos vítimas – antecipando tal argumento, diremos o seguinte: é simples obrigação tornarmo-nos melhores, vigiando, orando, ficando cingidos, quer tenhamos ou não inimigos à porta do Espírito, armando-nos ciladas. Quando, na Parábola, o mau rico pede a Abraão que envie um Anjo para avisar-lhe a família, a fim de que ela se modifique e não venha parar no mesmo lugar onde ele está, Abraão responde-lhe: “Eles têm Moisés e os Profetas – pois que os escutem!”. Jesus, com isto, deixou-nos importante ensinamento, que não devemos desprezar: nós já temos tantas provas, reveladas ou não pelos Amigos do Plano Espiritual, sobre a existência de Deus, do Espírito, e de tudo o mais. Porque, então, não escutamos, e queremos sempre o fantástico, como se o Céu fosse nosso escravo? Temos, portanto, o ensino de Jesus, do Espiritismo, dos Apóstolos – escutemo-los, portanto! Assim as portas do Espírito estarão cerradas às investidas dos irmãos que jazem, porquanto, afastados do Bem.
Após estas palavras, principia o Apóstolo por incitar-lhes a aplicarem em si mesmos os ensinamentos que deixam aos outros, pois Jesus, Mestre Sublime, praticou nos mínimos detalhes o que ensinou e mandou praticar. Diz o Apóstolo: se tu ensinas a não roubar, trair, adorar ídolos vãos, respeitando e cumprindo a Lei de Deus, como podes tu roubar, trair, cometer sacrilégios, desrespeitando e descumprindo os Mandamentos do Senhor da Vida? Não é isso hipocrisia e falsa Humildade? Não é isso plena demonstração de falta de Fé, e a mais intensa blasfêmia que o Céu já recebeu? E não fazemos também nós o mesmo, por muitas vezes? Ensinamos aos outros a ter Fé e confiar em Deus – e na primeira ameaça de tempestade já estão lançando ao Céu imposições, blasfêmias, desconfianças; ensinamos a jamais pegar algo que é do outro – e não devolvemos ao caixa o dinheiro que deu-nos a mais por descuido; ensinamos que é feio falar da vida alheia – e abre-se-nos os ouvidos e os lábios quando surge a maligna oportunidade de saber e contar da vida alheia; dizemo-nos, por vezes, Cristãos – e temos a Bíblia e o Novo Testamento em conta de lixo ultrapassado e sem valor algum; ensinamos a não cometer excessos em nada – e embriagamo-nos no álcool, empanturramo-nos de comida, e entramos em todos os tipos de excessos; pregamos a Humildade – e somos orgulhosos e prepotentes; pregamos o Pacifismo – e incitamos à guerra; queremos Caridade e auxilio aos necessitados – e continuamos egoístas; dizemos gostar da Verdade – e somos mentirosos... E que ninguém diga que tem de ser assim por conveniência, por respeito humano! Ninguém que o diga, pois senão Cristo também teria de ter Se limitado à tais malignidades a fim de respeitar algo que não é respeitável! Dirão que Cristo era Cristo, e que nós somos nós – a mais pura enganação, visto que se com Cristo estamos o fardo se nos torna leve, e o jugo, suavíssimo. Se de fato somos ou queremos ser Cristãos, nada mais urgente que sair da hipocrisia, do orgulho, do egoísmo, da violência, da calúnia, da aparência. Que nos importa a opinião ou a aprovação do mundo, se é a Deus que queremos agradar? Que nos importa ser chamados de loucos – como Cristo o foi pelos seus próprios irmãos -, sendo que Deus nos aprova como sensatos e sãos?
Finalização – Poderia estender-me mais aqui, mas creio já ter dito claramente o que me prôpus a dizer, o que tornaria a extensão em desperdício. Sendo assim, encerro aqui está análise, na Esperança de que, tendo sido clara em sua proposta e mensagem, incite-nos a todos à análise e modificação de nós mesmos, começando pelas coisas pequenas até chegar aos maiores desafios que a Vida nos reserva para esta jornada abençoada cujo fim é a Redenção.
Por hoje é só. Até a próxima. Deus abençoe e Jesus Cristo ilumine.
Fiquem com Deus, na Santa Paz do Senhor Jesus Cristo.
“Deus, Cristo e Caridade” – “Cristo ontem, hoje e para todo o sempre”.
Abertura – Considero a Epístola aos Romanos uma das mais profundas e bonitas de todas das que o Apóstolo das Gentes escreveu. Contém, em minha opinião, o princípio da maior parte do pensamento Paulino, além de ser a última das Epístolas de Paulo com o vigor e a genialidade do Apóstolo, com frases que passavam por cima de frases, com aquele ardor e emoção de um soldado que quer conquistar tudo e todos para seu soberano senhor. As Epístolas que vêm após a aos Romanos caracterizam-se não mais pela genialidade e ousadia do doutor da Lei, mas pela prudência e sabedoria da velhice – velhice, prudência e sabedoria conquistadas e vividas sob o calor da liberdade e da algema, do carinho afetuoso dos amigos e do chicote inimigo a rasgar-lhe as costas, em naufrágios e apedrejamentos, em descanso ou em milhas percorridas a pé, sob o sol ou a chuva, em discursos e pregações vitoriosas ou fracassadas... Sim, Paulo teve seus fracassos, afinal, era humano. Humano também era Jesus, mas o Mestre não fracassou senão nos Espíritos mesquinhos, torpes e mundanos que se tornaram assassinos do Messias que tanto esperavam, pois estes não puderam compreender-Lhe...
Muitos ‘crentes’ ditos ‘modernos’ contestam alguns pontos do pensamento Paulino, tendo-o como ultrapassado e sem valor, fruto não do Evangelho, mas do próprio Paulo. Estes não sabem o que dizem, “são cegos guiando cegos”, e vêem como aprovação à escravidão e à submissão feminina aos homens a tentativa de Paulo de preparar o caminho para a libertação da mulher e do escravo no futuro. Se conseguissem ao menos interpretar direito o que Paulo quis dizer, saberiam que “A letra mata, mas o Espírito dá Vida”, e louvariam Paulo, ao invés de apedrejá-lo novamente! Louvariam, visto que Paulo bradou contra a tirania dos senhores que escravizavam e tratavam o ser humano como mero animal, mera; bradou contra o pensamento de que os Imperadores de Roma eram deuses; bradou contra a submissão da mulher, opondo-se ao tratamento indigno que as mulheres recebiam; bradou Paulo contra práticas antinaturais em matéria de sexualidade; bradou Paulo contra tudo de ruim que há no mundo, e que vai contra Deus e o Evangelho, a Boa-Nova do Reino do Céu.
Quanto aos que contestam Paulo, só diremos que foi escolhido pelo próprio Jesus, às portas de Damasco; só diremos que Paulo batalhou mais do que os outros Apóstolos, e que graças a ele é que o Cristianismo se propagou pelo mundo inteiro, não se limitando as paredes de algum Mosteiro perdido no meio das montanhas do Oriente Médio; diremos que Paulo foi elogiado e aprovado pelos demais Apóstolos, e que não havia discordância e intrigas entre ele e Tiago, como dizem; diremos, por fim, para que se libertem de seus preconceitos e limitações, e que estudem as maravilhosas Epístolas Paulinas sob a proteção dos ensinamentos de Cristo. Cremos que isto bastará para encerrar a questão. Caso não encerre, não poderemos fazer nada, e deveremos deixá-los guiarem-se por si mesmos, já que o querem, embora o Senhor tenha avisado que quando um cego guia outro cego, “ambos caem num buraco”.
Paremos, portanto, com a introdução, e partamos à análise dos versículos em questão.
Análise – Os versículos 17-24 do segundo capítulo da Epístola aos Romanos podem ser considerados um verdadeiro brado contra o orgulho, a prepotência, a hipocrisia e as pessoas que se aproveitam da Religião em benefício próprio, por conta de fins egoístas e menos dignos. Aliás, convém lembrar que Jesus perdoou e conviveu com toda a espécie de pecadores; perdoou aos ladrões crucificados com Ele; olhou com Piedade para o assassino e amotinador Barrabás; salvou a prostituta do apedrejamento; no entanto, ao se deparar com os tipos que lucram com a Religião, tomou do chicote e expulsou-os a todos. Claro que esta narrativa é um tanto forçada, e faz-nos, às vezes, pensar que a Bondade em pessoa teve um surto de violência e descaridade. Somos dos que acham que Jesus tratou-os com severidade, repreendendo-os fortemente, ao invés de usar dos métodos que usava para repreender e esclarecer os demais. No entanto, jamais cairia o Mestre para a violência desmedida, como nos faz pensar a narrativa dos Evangelhos, que talvez tenham sofrido adulteração ou má tradução – isto se não foi obra dos próprios Evangelistas que, com isto, queriam apresentar uma forte oposição do Senhor aos que lucram com a Religião. Isto, cremos, é o mais provável. No entanto, devemos concordar que extrapolaram em seu objetivo, acabando por passar a imagem de um Jesus que ensina uma coisa – o Amor e a Tolerância – e, cedo ou tarde, cai em contradição e põe em prática outra – a violência e o desequilíbrio psicoemocional.
Principia o Apóstolo por enumerar várias demonstrações de orgulho e prepotência por parte dos que, dizendo seguir a Lei de Deus, matam a Humildade e caem no orgulho e na prepotência, tendo-se em conta de fiéis zeladores da Lei do Senhor, “guia dos cegos, luzeiro dos que vivem em trevas, doutor dos ignorantes, mestre dos pequeninos, de homem que na Lei possuí a expressão do conhecimento e da verdade”.
Ora, quantos de nós não fazemos o mesmo? Quantos de nós, ao ensinar algo que sabemos, não nos revestimos desta prepotência odiosa, deste orgulho maligno, tendo-nos em conta de algo acima daquele a quem instruímos, sem nos dar conta de nossa imensa miséria Espiritual, que nos põe em pé de igualdade com os vermes da terra? Eis o que é trágico e lamentável: somos vermes que, ao invés de dar-nos conta de nossa miséria e batalhar para elevar-nos à posição mais digna, fechamo-nos em nossa limitação, tendo-nos em conta de deuses, quando, na verdade, rastejamos no pó, envoltos de falsa sabedoria e ciência.
Paulo principia por demonstrar, de forma educada, que quando fazemos isso já não estamos seguindo a Lei que dizemos nos esforçar para seguir e zelar. Mostra, então, Paulo, o nosso erro, dando-nos a Luz de Cristo para que possamos sair desta enrascada em que nos metemos, talvez, por causa de habilidosa emboscada Espiritual feita por irmãos menos felizes e afastados do Bem Eterno, que, aproveitando nossos muitos pontos fracos, deixam pronta a armadilha, esperando que caíamos, visto que, descumprindo o mandamento de Cristo, não ficamos cingidos, orando e vigiando para não cairmos na tentação. Logo, se esses irmãos obtêm sucesso é porque deixamos que acontecesse a investida e a vitória de tais inimigos de Deus. Antecipando o argumento fraquíssimo de que, em geral, desconhecemos a presença destes irmãos infelizes, que nos querem o mal, e que, por isso, não podemos fazer nada, e de que, portanto, não é nossa culpa se somos vítimas – antecipando tal argumento, diremos o seguinte: é simples obrigação tornarmo-nos melhores, vigiando, orando, ficando cingidos, quer tenhamos ou não inimigos à porta do Espírito, armando-nos ciladas. Quando, na Parábola, o mau rico pede a Abraão que envie um Anjo para avisar-lhe a família, a fim de que ela se modifique e não venha parar no mesmo lugar onde ele está, Abraão responde-lhe: “Eles têm Moisés e os Profetas – pois que os escutem!”. Jesus, com isto, deixou-nos importante ensinamento, que não devemos desprezar: nós já temos tantas provas, reveladas ou não pelos Amigos do Plano Espiritual, sobre a existência de Deus, do Espírito, e de tudo o mais. Porque, então, não escutamos, e queremos sempre o fantástico, como se o Céu fosse nosso escravo? Temos, portanto, o ensino de Jesus, do Espiritismo, dos Apóstolos – escutemo-los, portanto! Assim as portas do Espírito estarão cerradas às investidas dos irmãos que jazem, porquanto, afastados do Bem.
Após estas palavras, principia o Apóstolo por incitar-lhes a aplicarem em si mesmos os ensinamentos que deixam aos outros, pois Jesus, Mestre Sublime, praticou nos mínimos detalhes o que ensinou e mandou praticar. Diz o Apóstolo: se tu ensinas a não roubar, trair, adorar ídolos vãos, respeitando e cumprindo a Lei de Deus, como podes tu roubar, trair, cometer sacrilégios, desrespeitando e descumprindo os Mandamentos do Senhor da Vida? Não é isso hipocrisia e falsa Humildade? Não é isso plena demonstração de falta de Fé, e a mais intensa blasfêmia que o Céu já recebeu? E não fazemos também nós o mesmo, por muitas vezes? Ensinamos aos outros a ter Fé e confiar em Deus – e na primeira ameaça de tempestade já estão lançando ao Céu imposições, blasfêmias, desconfianças; ensinamos a jamais pegar algo que é do outro – e não devolvemos ao caixa o dinheiro que deu-nos a mais por descuido; ensinamos que é feio falar da vida alheia – e abre-se-nos os ouvidos e os lábios quando surge a maligna oportunidade de saber e contar da vida alheia; dizemo-nos, por vezes, Cristãos – e temos a Bíblia e o Novo Testamento em conta de lixo ultrapassado e sem valor algum; ensinamos a não cometer excessos em nada – e embriagamo-nos no álcool, empanturramo-nos de comida, e entramos em todos os tipos de excessos; pregamos a Humildade – e somos orgulhosos e prepotentes; pregamos o Pacifismo – e incitamos à guerra; queremos Caridade e auxilio aos necessitados – e continuamos egoístas; dizemos gostar da Verdade – e somos mentirosos... E que ninguém diga que tem de ser assim por conveniência, por respeito humano! Ninguém que o diga, pois senão Cristo também teria de ter Se limitado à tais malignidades a fim de respeitar algo que não é respeitável! Dirão que Cristo era Cristo, e que nós somos nós – a mais pura enganação, visto que se com Cristo estamos o fardo se nos torna leve, e o jugo, suavíssimo. Se de fato somos ou queremos ser Cristãos, nada mais urgente que sair da hipocrisia, do orgulho, do egoísmo, da violência, da calúnia, da aparência. Que nos importa a opinião ou a aprovação do mundo, se é a Deus que queremos agradar? Que nos importa ser chamados de loucos – como Cristo o foi pelos seus próprios irmãos -, sendo que Deus nos aprova como sensatos e sãos?
Finalização – Poderia estender-me mais aqui, mas creio já ter dito claramente o que me prôpus a dizer, o que tornaria a extensão em desperdício. Sendo assim, encerro aqui está análise, na Esperança de que, tendo sido clara em sua proposta e mensagem, incite-nos a todos à análise e modificação de nós mesmos, começando pelas coisas pequenas até chegar aos maiores desafios que a Vida nos reserva para esta jornada abençoada cujo fim é a Redenção.
Por hoje é só. Até a próxima. Deus abençoe e Jesus Cristo ilumine.
Fiquem com Deus, na Santa Paz do Senhor Jesus Cristo.
“Deus, Cristo e Caridade” – “Cristo ontem, hoje e para todo o sempre”.
Marcadores:
Epístola aos Romanos.,
Epístolas Paulinas.
| Reações: |
OFF - 7º Selo.
Recebi este 7º Selo no dia 26/02/09 da dona do Blog Morango com Leite Condensado, cujo link é este: http://morangocomleitecondensado.blogspot.com/..
Desta vez não teremos indicados, por falta de tempo.
.
Muito obrigado pelo selo e pelo carinho. Que Deus te abençoe e Jesus te ilumine.
.
.
Sempre publico 5 análises no meu Blog; mas no mês passado, Fevereiro, não o fiz, por um problema em meu computador. Tentarei postar neste mês 7 análises, para reparar as 2 que faltaram.
.
Fiquem com Deus, na Paz.
Marcadores:
Selos.
| Reações: |
Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009
33º Análise – 2º Epístola a Timóteo, 2, 25-26.
Vv: “É com suavidade que você deve educar os opositores, esperando que Deus dê a eles não só a conversão, para conhecerem a Verdade, mas também o retorno ao bom-senso, libertando-os do laço do diabo, que os conservavam presos para lhe fazerem a vontade.”.
Abertura – A Segunda Epístola a Timóteo foi escrita entre o final do ano 66 d.C. e a metade do ano 67 d.C. No entanto, o mais provável é que esta Epístola tenha sido escrita no ano de 67 d.C., ano este em que o valoroso Bandeirante de Cristo galgou, pela decapitação terrível, as Excelsas Alturas, onde se encontrou com seu Divino Senhor e Amigo, que também é nosso: Jesus Cristo.
A Segunda Epístola a Timóteo é de extrema profundidade e sapiência, cujo rico conteúdo jamais pode ser tragado num só gole, às pressas, mas apreciado aos poucos. Como raro e saboroso vinho fabricado pelo melhor vinha do mundo é apreciado aos poucos, com cuidado, pelos especialistas e apreciadores, assim devem ser apreciadas as Epístolas Paulinas, incluindo, óbvio, a Segunda Epístola de Paulo a Timóteo.
Carta Testamento do Apóstolo das Gentes, leva-nos a Epístola não mais à mente admirável e terrífica do gênio e teólogo hebreu, que com seus surtos intelectuais – que subiam, às vezes, alturas demasiado grandes envoltas naquela sublime simplicidade – cavara profundo e invencível leito às Águas Puras do Cristianismo Primitivo, mas sim ao Paulo ancião, prudente, sábio, redimido, abandonado... Abandonado por todos, menos por Lucas.
“Só Lucas está comigo”, diz o Embaixador de Cristo a Timóteo, no versículo 11 do capítulo 4 de sua última Epístola – e quantas dores, quantos pensamentos, quantas desventuras, quantas lágrimas, quanto sentimento não vai junto com tal frase, curta e grossa, verdadeira, que até hoje conserva sua pureza, tal como tivesse saído agora mesmo das mãos calejadas pelo diuturno trabalho de Paulo no tear, em meio a pregações, escritas, pensamentos, orações... Conserva mais que a pureza: a lembrança. A lembrança de que só um foi forte para ficar ao lado dele, enquanto o resto ou estava longe – a estes, desculpamos, pois não fizeram por maldade ou covardia –, ou havia fugido – a estes, lamentamos, por sua covardia e deserção das fileiras do “Exército de Cristo”; que Deus os perdoe e conceda nova chance!
Lembra, também, da dedicação de Onesíforo, “que não se envergonhou de minhas cadeias”, que “vindo ele a Roma, com muito cuidado me procurou e encontrou”, e “o quanto me ajudou em Eféso”, segundo escreve-nos Paulo a Timóteo.
“Toma Marcos e traze-o contigo”, diz Paulo, talvez, segundo Rohden, querendo abraçar Barnabé, o velho amigo, na figura do sobrinho.
Pede, enfim, que Timóteo venha logo a Roma, antes que seja tarde demais, e traga a capa , os livros e pergaminhos – especialmente estes, ressalta o Apóstolo – que deixou “em Creta, em casa de Carpo”. Provavelmente queria entregá-los a Lucas.
Uma capa velha, alguns livros e pergaminhos – eis tudo quanto pertence ao valoroso e humilde Apóstolo de Jesus, que por 30 anos trabalhou, lutou, sofreu!...
Fala sobre seu primeiro depoimento, manda lembranças e carinhos aos velhos amigos Áquila e Prisca, e “à casa de Onesíforo”, recomenda venha antes do Inverno, e finaliza dizendo: “O Senhor Jesus Cristo seja em vosso Espírito. A Graça seja convosco. Amém.”.
Paremos com as aberturas e introduções e partamos a análise dos sábios e profundos conselhos do Apóstolo de Tarso.
Análise – Em dado momento, lança Paulo a frase em apreciação ao papel – e que ensino sublime não vai ali!
Sabemos hoje, através do Espiritismo, que veio relembrar o ensino de Jesus, que uma pessoa, para influenciar em algo, tem de ser aquele algo. “Seja a mudança que você quer ver no mundo”, disse Mahatma Gandhi de forma sábia. Podemos aplicar este ensino dele de outra forma: se eu quero fazer alguém conhecer ou praticar o que Cristo ensinou, devo, primeiro, conhecer e praticar eu mesmo, pois como posso eu ensinar sem saber, pedir para fazer mantendo-me em inatividade?
Logo, se alguém quer ensinar Cristianismo, que é puro Amor, deve seguir os exemplos de Cristo, que ensinava com Paciência, Mansidão, Sabedoria, Amor, Compreensão, dentre outras virtudes magníficas que pertenciam ao Senhor e pertencem a todos nós, pois assim foi da Vontade de Deus, que nos Creou “à Sua imagem e semelhança”. Não deverá ensinar com violência, constrangimento, imposições, revolta, impaciência, nervosismo, incompreensão, pois estará agindo contra o que prega, e como se não bastasse agir de forma clara e materialmente perceptível contra aquilo que prega, de forma que jamais poderá convencer ninguém de seu ideal, mas, antes, possivelmente, fazer a pessoa odiar, rejeitar e ter uma má impressão, uma má compreensão da Doutrina – e tal pessoa faz mais mal que Bem –, age, também, de forma Espiritual e imperceptível, com sua vibração, com sua energia interna, que sempre serão reflexo do nosso estado de Espírito, do degrau onde se posicionam nossa mente e nosso coração. Esta vibração, energia, conforme nos ensina o Espiritismo, é transmitida de Espírito a Espírito, de forma natural, de modo que o Espírito B sente a má impressão causada pela violência do Espírito A e, ao invés de se aproximar, se afasta ainda mais da Sã Doutrina. Sábia frase a de Gandhi!
Tendo isto em vista, podemos concluir que se dá o mesmo em sentido contrário: agindo com Amor, com Paciência, com Compreensão, com Humildade, material e perceptivelmente estaremos causando boa impressão ao ouvinte, por exemplo, que ouvindo-nos a palavra que discorre sobre o Amor, capta as virtudes Cristãs em nós, e calcula consigo, aos poucos, o seguinte: se vive sua Fé, e que algo de bom ela tem. Se algo de bom ela tem, porque não pode ser verdadeira?
Ao passo que, Espiritual e imperceptivelmente, as boníssimas vibrações exaladas do Espírito A chegam como bálsamo suave ao Espírito B, que se fortifica e confirma a veracidade daquela Doutrina que é pregada, porque, estando em Espírito, é mais livre, compreende e abarca, assim, com mais facilidade, as verdades Espirituais – além de se mobilizar com mais força e vontade contra as forças inferiores que lhe perturbam a subida até Deus. Isto faz com que, em estado de vigília, o Espírito, de forma quase sempre inconsciente – embora se lembre em Espírito, durante o sono corporal, por exemplo – segue tal determinação, modificando-se a si mesmo, após observar com mais facilidade e menos orgulho os seus defeitos.
Por isso que Paulo nos recomenda educar os opositores com suavidade e mansidão: do contrário jamais dá certo, pois sua atitude está contra sua palavra!
Jesus foi o homem mais manso e pacífico que já existiu neste mundo. Ensinou aquilo que vivia dentro de Si mesmo, conquistou com sua vibração tudo e todos, as pessoas viam que Ele vivia o que pregava, e, por isso, seguiam-No e buscavam pôr em prática o que Ele ensinava, desde que, é claro, estivessem Espiritualmente preparados para tal – eis porque muitos não acreditaram, mas crucificaram-No! No entanto, digo sem medo de errar que a Palavra de Cristo, a Vibração de Cristo não morreu neles, mas dormiu, para que um dia, no futuro, acordasse, quando eles estivessem Espiritualmente mais preparados. Isto porque tudo quanto Deus planta é Bom e Eterno, e somente serão arrancadas e lançadas ao fogo as árvores que o Pai não houver plantado.
Jesus, por praticar o que ensinava, e por passar isto não somente de forma material, mas também de forma Espiritual, através de sua Vibração, não conquistou um punhado de pessoas, mas o mundo inteiro – e que sejam desculpados os que, alheios à realidade do Espírito, blasfemam dizendo que Cristo fincou-se à base de sangue e espada que seus supostos seguidores ousaram levantar e derramar! Estes não aceitam o Espírito, não conhecem Deus, não são amigos de Cristo, ignoram que só segue Cristo quem pratica Cristo, e não quem diz segui-Lo. Estes, caso aceitassem o Espírito, por causa de que fossem amigos de Cristo e conhecessem a Deus, não diriam blasfêmias, nem ignorariam coisas tão fáceis de serem compreendidas – bê-á-bá de Cristo! Além disto, teriam consolo na Esperança do porvir, prevenir-se-iam contra as investidas das trevas, através de sugestões lamentáveis, tais como o suicídio, a embriaguez, a depressão, a fúria, o desejo egoísta, o uso de quaisquer drogas, lícitas ou não segundo a conveniência humana, e não segundo a verdade – pois se a droga ilícita mata, o cigarro o faz igualmente, e o abuso de alcoólicos também. Tais pessoas teriam consolo, teriam alegria, seriam pacientes; perante a morte, manter-se-iam tranqüilas, na certeza inabalável de que não cairiam para o não-existir, que não existe.
Aliás, diz-nos o Apóstolo o seguinte, em relação a estes: “(...) libertando-os do laço do diabo, que os conservavam presos para lhe fazerem a vontade”.
Diabo, em grego, diaboloj, transliterado, diabolos, e significa “aquele que separa”, “falso acusador”, “adversário”, ou seja, não é nada relativo à crença tradicional, de um ser eternamente voltado ao mal, que bate de frente com Deus e nega-lhe a Bondade e Justiça. Designa, isto sim, qualquer ser temporariamente voltado ao mal – visto que a eternidade só existe para o Bem, e não para o mal – afastado de Deus e do Amor. Como nos diz o Espiritismo, o homem não muda com a morte do corpo, mas permanece o que era: se bom, continua bom, se ruim, continua ruim; se amigo de Deus, continua amigo de Deus, se inimigo, continua inimigo.
Sendo assim, o diabo referido por Paulo somos nós mesmos, ou, antes, qualquer Espírito desencarnado que goste de prejudicar, incitar à más resoluções, semear a descrença e o afastamento de Deus, a pratica de rituais criminosos e doentios, tais como os praticados por alguns adeptos do satanismo, que às vezes são pegos violando túmulos, por exemplo.
Diz Paulo, com todas as letras, que tais pessoas são influenciadas Espiritualmente por Espíritos malignos, e que cumpre a ele libertá-las deste jugo através de uma pregação e de uma prática de Amor – pois a pregação, sem o Amor, nada é: “Se eu falasse a língua dos homens e dos Anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine”, disse-nos Paulo, em 1 Coríntios 13, ao falar sobre o Amor. E finaliza sua contemplação metafísica sobre o Amor, dizendo: “Por agora permanecem a Fé, a Esperança e o Amor; estes três. O maior deles, porém, é o Amor. Aspirai ao Amor!”.
Tal consideração de Paulo requer muita meditação e profundo estudo, pois revela-nos um problema que nem sempre conseguimos captar. No entanto, não irei me estender mais aqui, e deixo para análise posterior o trabalho de escrever sobre este problema levantado por Paulo.
Finalização – Espero ter podido contribuir com uma razoável análise. Meditemos nestes ensinos de Paulo hoje, e busquemos sempre aplicá-los, pois provém diretamente da Fonte do Evangelho, ao contrário do que dizem alguns lamentáveis comentários anti-paulinos, que merecem Piedade, não rancor, esquecimento, não atenção, pois se o próprio Cristo o escolheu, não seremos nós que ousaremos erguer a voz e o dedo e blasfemar: “Dize agora mesmo, Jesus, porque o escolheste!”, mas, Humildes, acataremos Sua sábia e amiga decisão, certos de que o Mestre é Mestre, e nós somos nós.
Por hoje é só. Deus abençoe e Jesus Cristo ilumine sempre.
Fiquem com Deus, na Santa Paz do Senhor Jesus Cristo.
“Deus, Cristo e Caridade” – “Cristo ontem, hoje e para todo o sempre”.
Abertura – A Segunda Epístola a Timóteo foi escrita entre o final do ano 66 d.C. e a metade do ano 67 d.C. No entanto, o mais provável é que esta Epístola tenha sido escrita no ano de 67 d.C., ano este em que o valoroso Bandeirante de Cristo galgou, pela decapitação terrível, as Excelsas Alturas, onde se encontrou com seu Divino Senhor e Amigo, que também é nosso: Jesus Cristo.
A Segunda Epístola a Timóteo é de extrema profundidade e sapiência, cujo rico conteúdo jamais pode ser tragado num só gole, às pressas, mas apreciado aos poucos. Como raro e saboroso vinho fabricado pelo melhor vinha do mundo é apreciado aos poucos, com cuidado, pelos especialistas e apreciadores, assim devem ser apreciadas as Epístolas Paulinas, incluindo, óbvio, a Segunda Epístola de Paulo a Timóteo.
Carta Testamento do Apóstolo das Gentes, leva-nos a Epístola não mais à mente admirável e terrífica do gênio e teólogo hebreu, que com seus surtos intelectuais – que subiam, às vezes, alturas demasiado grandes envoltas naquela sublime simplicidade – cavara profundo e invencível leito às Águas Puras do Cristianismo Primitivo, mas sim ao Paulo ancião, prudente, sábio, redimido, abandonado... Abandonado por todos, menos por Lucas.
“Só Lucas está comigo”, diz o Embaixador de Cristo a Timóteo, no versículo 11 do capítulo 4 de sua última Epístola – e quantas dores, quantos pensamentos, quantas desventuras, quantas lágrimas, quanto sentimento não vai junto com tal frase, curta e grossa, verdadeira, que até hoje conserva sua pureza, tal como tivesse saído agora mesmo das mãos calejadas pelo diuturno trabalho de Paulo no tear, em meio a pregações, escritas, pensamentos, orações... Conserva mais que a pureza: a lembrança. A lembrança de que só um foi forte para ficar ao lado dele, enquanto o resto ou estava longe – a estes, desculpamos, pois não fizeram por maldade ou covardia –, ou havia fugido – a estes, lamentamos, por sua covardia e deserção das fileiras do “Exército de Cristo”; que Deus os perdoe e conceda nova chance!
Lembra, também, da dedicação de Onesíforo, “que não se envergonhou de minhas cadeias”, que “vindo ele a Roma, com muito cuidado me procurou e encontrou”, e “o quanto me ajudou em Eféso”, segundo escreve-nos Paulo a Timóteo.
“Toma Marcos e traze-o contigo”, diz Paulo, talvez, segundo Rohden, querendo abraçar Barnabé, o velho amigo, na figura do sobrinho.
Pede, enfim, que Timóteo venha logo a Roma, antes que seja tarde demais, e traga a capa , os livros e pergaminhos – especialmente estes, ressalta o Apóstolo – que deixou “em Creta, em casa de Carpo”. Provavelmente queria entregá-los a Lucas.
Uma capa velha, alguns livros e pergaminhos – eis tudo quanto pertence ao valoroso e humilde Apóstolo de Jesus, que por 30 anos trabalhou, lutou, sofreu!...
Fala sobre seu primeiro depoimento, manda lembranças e carinhos aos velhos amigos Áquila e Prisca, e “à casa de Onesíforo”, recomenda venha antes do Inverno, e finaliza dizendo: “O Senhor Jesus Cristo seja em vosso Espírito. A Graça seja convosco. Amém.”.
Paremos com as aberturas e introduções e partamos a análise dos sábios e profundos conselhos do Apóstolo de Tarso.
Análise – Em dado momento, lança Paulo a frase em apreciação ao papel – e que ensino sublime não vai ali!
Sabemos hoje, através do Espiritismo, que veio relembrar o ensino de Jesus, que uma pessoa, para influenciar em algo, tem de ser aquele algo. “Seja a mudança que você quer ver no mundo”, disse Mahatma Gandhi de forma sábia. Podemos aplicar este ensino dele de outra forma: se eu quero fazer alguém conhecer ou praticar o que Cristo ensinou, devo, primeiro, conhecer e praticar eu mesmo, pois como posso eu ensinar sem saber, pedir para fazer mantendo-me em inatividade?
Logo, se alguém quer ensinar Cristianismo, que é puro Amor, deve seguir os exemplos de Cristo, que ensinava com Paciência, Mansidão, Sabedoria, Amor, Compreensão, dentre outras virtudes magníficas que pertenciam ao Senhor e pertencem a todos nós, pois assim foi da Vontade de Deus, que nos Creou “à Sua imagem e semelhança”. Não deverá ensinar com violência, constrangimento, imposições, revolta, impaciência, nervosismo, incompreensão, pois estará agindo contra o que prega, e como se não bastasse agir de forma clara e materialmente perceptível contra aquilo que prega, de forma que jamais poderá convencer ninguém de seu ideal, mas, antes, possivelmente, fazer a pessoa odiar, rejeitar e ter uma má impressão, uma má compreensão da Doutrina – e tal pessoa faz mais mal que Bem –, age, também, de forma Espiritual e imperceptível, com sua vibração, com sua energia interna, que sempre serão reflexo do nosso estado de Espírito, do degrau onde se posicionam nossa mente e nosso coração. Esta vibração, energia, conforme nos ensina o Espiritismo, é transmitida de Espírito a Espírito, de forma natural, de modo que o Espírito B sente a má impressão causada pela violência do Espírito A e, ao invés de se aproximar, se afasta ainda mais da Sã Doutrina. Sábia frase a de Gandhi!
Tendo isto em vista, podemos concluir que se dá o mesmo em sentido contrário: agindo com Amor, com Paciência, com Compreensão, com Humildade, material e perceptivelmente estaremos causando boa impressão ao ouvinte, por exemplo, que ouvindo-nos a palavra que discorre sobre o Amor, capta as virtudes Cristãs em nós, e calcula consigo, aos poucos, o seguinte: se vive sua Fé, e que algo de bom ela tem. Se algo de bom ela tem, porque não pode ser verdadeira?
Ao passo que, Espiritual e imperceptivelmente, as boníssimas vibrações exaladas do Espírito A chegam como bálsamo suave ao Espírito B, que se fortifica e confirma a veracidade daquela Doutrina que é pregada, porque, estando em Espírito, é mais livre, compreende e abarca, assim, com mais facilidade, as verdades Espirituais – além de se mobilizar com mais força e vontade contra as forças inferiores que lhe perturbam a subida até Deus. Isto faz com que, em estado de vigília, o Espírito, de forma quase sempre inconsciente – embora se lembre em Espírito, durante o sono corporal, por exemplo – segue tal determinação, modificando-se a si mesmo, após observar com mais facilidade e menos orgulho os seus defeitos.
Por isso que Paulo nos recomenda educar os opositores com suavidade e mansidão: do contrário jamais dá certo, pois sua atitude está contra sua palavra!
Jesus foi o homem mais manso e pacífico que já existiu neste mundo. Ensinou aquilo que vivia dentro de Si mesmo, conquistou com sua vibração tudo e todos, as pessoas viam que Ele vivia o que pregava, e, por isso, seguiam-No e buscavam pôr em prática o que Ele ensinava, desde que, é claro, estivessem Espiritualmente preparados para tal – eis porque muitos não acreditaram, mas crucificaram-No! No entanto, digo sem medo de errar que a Palavra de Cristo, a Vibração de Cristo não morreu neles, mas dormiu, para que um dia, no futuro, acordasse, quando eles estivessem Espiritualmente mais preparados. Isto porque tudo quanto Deus planta é Bom e Eterno, e somente serão arrancadas e lançadas ao fogo as árvores que o Pai não houver plantado.
Jesus, por praticar o que ensinava, e por passar isto não somente de forma material, mas também de forma Espiritual, através de sua Vibração, não conquistou um punhado de pessoas, mas o mundo inteiro – e que sejam desculpados os que, alheios à realidade do Espírito, blasfemam dizendo que Cristo fincou-se à base de sangue e espada que seus supostos seguidores ousaram levantar e derramar! Estes não aceitam o Espírito, não conhecem Deus, não são amigos de Cristo, ignoram que só segue Cristo quem pratica Cristo, e não quem diz segui-Lo. Estes, caso aceitassem o Espírito, por causa de que fossem amigos de Cristo e conhecessem a Deus, não diriam blasfêmias, nem ignorariam coisas tão fáceis de serem compreendidas – bê-á-bá de Cristo! Além disto, teriam consolo na Esperança do porvir, prevenir-se-iam contra as investidas das trevas, através de sugestões lamentáveis, tais como o suicídio, a embriaguez, a depressão, a fúria, o desejo egoísta, o uso de quaisquer drogas, lícitas ou não segundo a conveniência humana, e não segundo a verdade – pois se a droga ilícita mata, o cigarro o faz igualmente, e o abuso de alcoólicos também. Tais pessoas teriam consolo, teriam alegria, seriam pacientes; perante a morte, manter-se-iam tranqüilas, na certeza inabalável de que não cairiam para o não-existir, que não existe.
Aliás, diz-nos o Apóstolo o seguinte, em relação a estes: “(...) libertando-os do laço do diabo, que os conservavam presos para lhe fazerem a vontade”.
Diabo, em grego, diaboloj, transliterado, diabolos, e significa “aquele que separa”, “falso acusador”, “adversário”, ou seja, não é nada relativo à crença tradicional, de um ser eternamente voltado ao mal, que bate de frente com Deus e nega-lhe a Bondade e Justiça. Designa, isto sim, qualquer ser temporariamente voltado ao mal – visto que a eternidade só existe para o Bem, e não para o mal – afastado de Deus e do Amor. Como nos diz o Espiritismo, o homem não muda com a morte do corpo, mas permanece o que era: se bom, continua bom, se ruim, continua ruim; se amigo de Deus, continua amigo de Deus, se inimigo, continua inimigo.
Sendo assim, o diabo referido por Paulo somos nós mesmos, ou, antes, qualquer Espírito desencarnado que goste de prejudicar, incitar à más resoluções, semear a descrença e o afastamento de Deus, a pratica de rituais criminosos e doentios, tais como os praticados por alguns adeptos do satanismo, que às vezes são pegos violando túmulos, por exemplo.
Diz Paulo, com todas as letras, que tais pessoas são influenciadas Espiritualmente por Espíritos malignos, e que cumpre a ele libertá-las deste jugo através de uma pregação e de uma prática de Amor – pois a pregação, sem o Amor, nada é: “Se eu falasse a língua dos homens e dos Anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine”, disse-nos Paulo, em 1 Coríntios 13, ao falar sobre o Amor. E finaliza sua contemplação metafísica sobre o Amor, dizendo: “Por agora permanecem a Fé, a Esperança e o Amor; estes três. O maior deles, porém, é o Amor. Aspirai ao Amor!”.
Tal consideração de Paulo requer muita meditação e profundo estudo, pois revela-nos um problema que nem sempre conseguimos captar. No entanto, não irei me estender mais aqui, e deixo para análise posterior o trabalho de escrever sobre este problema levantado por Paulo.
Finalização – Espero ter podido contribuir com uma razoável análise. Meditemos nestes ensinos de Paulo hoje, e busquemos sempre aplicá-los, pois provém diretamente da Fonte do Evangelho, ao contrário do que dizem alguns lamentáveis comentários anti-paulinos, que merecem Piedade, não rancor, esquecimento, não atenção, pois se o próprio Cristo o escolheu, não seremos nós que ousaremos erguer a voz e o dedo e blasfemar: “Dize agora mesmo, Jesus, porque o escolheste!”, mas, Humildes, acataremos Sua sábia e amiga decisão, certos de que o Mestre é Mestre, e nós somos nós.
Por hoje é só. Deus abençoe e Jesus Cristo ilumine sempre.
Fiquem com Deus, na Santa Paz do Senhor Jesus Cristo.
“Deus, Cristo e Caridade” – “Cristo ontem, hoje e para todo o sempre”.
Marcadores:
2º Epístola a Timóteo.,
Epístolas Paulinas.
| Reações: |
Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
32º Análise – Epístola a Tito, 1, 16.
Vv 16: “Eles dizem que conhecem a Deus, mas negam isso com os próprios atos, pois são cheios de ódio, desobedientes e incapazes de fazer qualquer obra boa.”.
Abertura – A Epístola a Tito foi escrita entre a primeira e a segunda prisão de Paulo em Roma, ou seja, entre os anos 64-67 d.C. No entanto, sabemos que Paulo empreendeu uma viagem entre a primeira e a segunda prisão romana; também sabemos que a Primeira Epístola a Timóteo veio antes, e que a Segunda veio após a Epístola a Tito. A 2º Epístola a Timóteo foi escrita, provavelmente, em fins do ano 66, ou no começo do ano 67, que foi o último ano de vida terrena de Paulo. Somando tudo isso, podemos fixar como sendo o ano 66 d.C. a data de escrita da Epístola a Tito, que é, em muitos pontos, muito semelhante a 1º Epístola a Timóteo, como já foi dito na análise anterior (31º análise), pois o tema de ambas as Epístolas é idêntico, excetuando um que outro ponto: trata de como administrar as comunidades Cristãs, de como e quem escolher para tais tarefas, da solução de alguns problemas provocados por certos judaizantes anti-Cristãos, verdadeiros lobos em pele de ovelha, mas que logo eram desmascarados, pois “Uma árvore má não pode dar bons frutos.”, como disse o Mestre dos Mestres.
Tito era grego, havia acompanhado Paulo e Barnabé a Antioquia, quando de uma das Viagens Apostólicas. Embora gentio, foi circuncidado quando do Concílio de Jerusalém, pois os judaizantes obrigaram-no a isto, e Paulo teve de ceder em prol de interesses maiores. Aliás, graças a este sacrifício da parte de Paulo e Tito é que o Cristianismo teve uma importante vitória: não teriam mais os Cristãos vindos do paganismo, que eram gentis, terem de passar pelo Judaísmo, submetendo-se a práticas iníquas.
Tito estava, nesta época, em Creta, cuidando das comunidades Cristãs da região, quando recebeu a Epístola de Paulo, contendo alguns conselhos, algumas diretrizes, dentre outras coisas.
Passemos, agora, a análise do versículo 16, do capítulo 1 da Epístola a Tito.
Análise – Paulo principia sua Epístola da forma como sempre fazia, e termina a saudação com uma carinhosa bênção apostólica: “A ti, Tito, meu verdadeiro filho na Fé comum, Graça e Paz da parte de Deus e de Jesus Cristo, nosso Salvador.”.
Passa, então, a lembrar a Tito que deixou-o em Creta a fim de que ele cuidasse das tarefas de organização que ainda havia a terminar, “e para que nomeasse em cada cidade os presbíteros das igrejas, conforme as instruções que lhe deixei”, e passa, então, a lembrar as instruções para a escolha dos presbíteros. Presbítero é uma palavra que deriva do grego πρεσβύτερος, e significa ancião, velho. Ou seja, Paulo recomenda, por vários motivos, que somente os mais velhos sejam nomeados para os cargos de chefia e organização das comunidade, chamada Igreja. Em grego, Igreja é Εκκλησία, que na transliteração fica como Ekklésia, que significa congregação, assembléia.
Disto deriva duas coisas, quais sejam: 1º Somente os velhos exerciam cargos de liderança, por assim dizer, pois eram os mais preparados, visto que além de, em geral, serem mais experientes nos assuntos referentes à Sã Doutrina, eram, também, mais sábios e prudentes, devido a idade avançada, que sempre concede à velhice a Sabedoria e a Prudência devidas; 2º A Igreja Primitiva, do primeiro século, em nada se assemelhava à Igreja que se formou a partir do quarto século, nos moldes romanos, e que está em voga até os dias atuais.
Além disto cabe notar que não era só na organização que a Igreja Primitiva se afastava da Igreja atual: era em tudo, como podemos notar lendo os Atos dos Apóstolos e as Epístolas dos Apóstolos.
A Igreja do Caminho, por exemplo, que havia sido fundada em Jerusalém pelos Apóstolos após a morte do Senhor com fins de pregação e assistência aos necessitados e doentes, apresentava características singulares: paupérrima, sem lugar próprio para abrigar os doentes, necessitada de dinheiro e auxílio externo, conseguia, mesmo assim, atender a todos que lhes batiam à porta.
A Igreja de hoje é muito diferente: templos suntuosos feitos de ouro, dentre outras coisas que equiparam a Igreja atual à Sinagoga dos tempos de Jesus – Sinagogas essas que, junto com seus enfeitados Sacerdotes, sofreram dura crítica de Jesus Cristo, pois eram “Belos por fora, e cheios de podridão por dentro!”.
E é aí que entra com mais razão a recomendação de Paulo que analisamos hoje, pois o ensino de Cristo foi esquecido por tais pessoas que, não obstante dizerem conhecer Deus e seguir Cristo, negam em si mesmas tais afirmações.
Dizem que seguem Cristo, os brincalhões!... No entanto, não estendem a mão ao necessitado. Ao mesmo tempo em que se dizem Cristãos, anunciam que o mais universal e bondoso dos homens foi o mais particularista e mesquinho de todos. Pregando a Palavra de Cristo, não conseguem êxito, pois a Palavra morreu neles, cedendo lugar ao orgulho, egoísmo, vaidade, pela própria imprevidência deles.
Cabem, aqui, maravilhosamente bem as palavras que o Senhor Jesus disse, segundo contam, a Madre Teresa de Calcutá: “Eu quis, Teresa, mas eles não quiseram!”.
Dizem conhecer e ser fiéis a Deus. No entanto, onde as boas obras, o sacrifício do orgulho, do egoísmo, da vaidade, o cultivo da Humildade, da Fé, da Esperança, do Amor, da Caridade, da Abnegação, do Pacifismo?
Há mesmo quem, dizendo-se Cristão, apóia assassinatos brutais, como o aborto, a pena de morte, a eutanásia! Sofrem, estes, a dura privação do Reino do Céu, pois Jesus disse que “Nem todos os que me dizem ‘Senhor, Senhor!’ entrarão no Reino do Céu, pois só entrarão os que fizerem a Vontade de Meu Pai, que está no Céu.”. Como querem eles seguir um homem que, não bastasse ter dito que atirasse a primeira pedra quem estivesse limpo de pecado, perdoou, quando pregado na Cruz, os que haviam Lho mandado à morte – e morte de Cruz! –, sendo que apóiam a matança? Como eles não querem ouvir, naquele dia: “Afastai-vos de Mim, vós que praticastes a iniqüidade, pois jamais vos conheci!”?
Se apóia a matança em suas mais variadas formas, se não se esforça a cada dia para ser melhor, se não nega a si mesmo em prol de Cristo, se não quer sofrer privações para ajudar algum necessitado, se diz perdoar, mas não esquece a ofensa, se faz ou se compraz naquilo em que Cristo reprovou e não praticou, mas é lento à prática daquilo em que Cristo se compraz, daquilo que Cristo praticou, então não é Cristã tal pessoa; embora diga ‘Senhor, Senhor!’, não entrará no Reino do Céu, pois praticou a iniqüidade, ao invés da Vontade de Deus, que é bem clara; e porque embora achasse conhecer Deus e Cristo, jamais Os conheceu, pois quem encontra-Se com Cristo e aproxima-Se de Deus jamais fica estacionário, jamais permanece o mesmo, jamais fica satisfeito com o presente, relegando o futuro à conta de fábulas.
Estes, como bem disse o Apóstolo, negam-se pelas suas próprias ações, pois “Uma árvore boa não dá maus frutos.”, como disse Jesus, nosso Senhor.
No entanto, não devemos aplicar tais considerações somente aos nossos irmãos em caminhada, uma vez que somos todos imperfeitos e ainda estamos dando frutos ruins, em sua maioria. Devemos, isto sim, atentarmo-nos àquela consideração de Cristo, que diz: “Vede o cisco no olho do teu irmão, mas não vê a trave no teu próprio? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu, então terás condição de tirar o cisco do olho de seu irmão.”.
Numa palavra: Cristo, com esta lição, ensinou-nos a não julgar nos outros defeitos que temos, a não nos galgarmos a posição de elevação fictícia e dizermos: ‘Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho’; mas, ao invés disto, devemos primeiro tirar a trave de nosso próprio olho, para depois ajudarmos bondosa e pacientemente o nosso irmão a desfazer-se de seu cisco, que lhe incomoda a vista.
Ensinou-nos, além disto, o Senhor, com este ensinamento, a calar ante os defeitos alheios, guardar tais impressões para nós mesmos, buscando aplicá-las em nós, a fim de ver se não temos um defeito igual ou semelhante, a fim de que, com isto, possamos tirar a trave de nosso olho, para que, um dia, possamos auxiliar, com Amor e Misericórdia, os nossos irmãos a fazer o mesmo.
Desta forma, tendo em mente a profundidade do ensino de Jesus, apliquemo-lo agora a nós mesmos e ponderemos: qual foi a última vez que praticamos a Caridade, que exercitamos a Humildade, que desenvolvemos a Paciência, que, enfim, numa palavra, lutamos com unhas e dentes a fim de tornarmo-nos melhores e mais Cristãos? E qual foi a última vez que descumprimos a Lei de Amor do Pai e, irritados, nervosos, lançamos mau fruto no mundo, através da descaridade, do egoísmo, do orgulho, da inveja, da cobiça, da ganância, da vaidade? E, em tais ocasiões, que fizemos para modificar a nós mesmos, tornando-nos melhores e livrando-nos de tais defeitos, que só atrapalham e encarceram o Espírito, ao invés de auxiliá-lo a galgar mais elevadas posições na Vida Eterna, no Reino de Cristo? Podemos, no fim do dia, quando analisamo-nos a nós mesmos, recordando nossas ações, dormir de consciência tranqüila, certos de que, se aprazar ao Senhor da Vida chamar-nos à Vida Espiritual naquele momento, não teremos de temer nada, mas esperar a medalha que recebe o soldado que combateu o bom combate sem fugir ou temer, conseguindo grandes vitórias para seu soberano senhor? Ou teremos muitos e grandes motivos para temer a entrada no Reino da Vida, certos de que teremos de prestar contas, ceitil por ceitil, de toda a má semente, de todo o mau fruto que lançamos ao mundo?
Meditando nisto, conscientizemo-nos de nossa miséria Espiritual, e tratemos de, como Paulo após a Estrada de Damasco, fazer de nossas vidas uma intensa batalha Espiritual, uma grandiosa escada que nos levará direto as Sublimes Glórias de Deus. Desta forma, ao fim do combate, poderemos, felizes, constatar que, obedecendo à recomendação de Cristo, ajuntamos tesouros no Céu, “onde nem a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões não assaltam nem roubam.”.
Finalização – Espero ter trazido mais uma razoável análise, e conseguido explicar da melhor forma possível esta profunda recomendação de Paulo.
Fico por aqui. Até a próxima. Deus abençoe e Jesus Cristo ilumine.
Fiquem com Deus, na Santa Paz do Senhor Jesus Cristo.
“Deus, Cristo e Caridade” – “Cristo ontem, hoje e para todo o sempre”.
Abertura – A Epístola a Tito foi escrita entre a primeira e a segunda prisão de Paulo em Roma, ou seja, entre os anos 64-67 d.C. No entanto, sabemos que Paulo empreendeu uma viagem entre a primeira e a segunda prisão romana; também sabemos que a Primeira Epístola a Timóteo veio antes, e que a Segunda veio após a Epístola a Tito. A 2º Epístola a Timóteo foi escrita, provavelmente, em fins do ano 66, ou no começo do ano 67, que foi o último ano de vida terrena de Paulo. Somando tudo isso, podemos fixar como sendo o ano 66 d.C. a data de escrita da Epístola a Tito, que é, em muitos pontos, muito semelhante a 1º Epístola a Timóteo, como já foi dito na análise anterior (31º análise), pois o tema de ambas as Epístolas é idêntico, excetuando um que outro ponto: trata de como administrar as comunidades Cristãs, de como e quem escolher para tais tarefas, da solução de alguns problemas provocados por certos judaizantes anti-Cristãos, verdadeiros lobos em pele de ovelha, mas que logo eram desmascarados, pois “Uma árvore má não pode dar bons frutos.”, como disse o Mestre dos Mestres.
Tito era grego, havia acompanhado Paulo e Barnabé a Antioquia, quando de uma das Viagens Apostólicas. Embora gentio, foi circuncidado quando do Concílio de Jerusalém, pois os judaizantes obrigaram-no a isto, e Paulo teve de ceder em prol de interesses maiores. Aliás, graças a este sacrifício da parte de Paulo e Tito é que o Cristianismo teve uma importante vitória: não teriam mais os Cristãos vindos do paganismo, que eram gentis, terem de passar pelo Judaísmo, submetendo-se a práticas iníquas.
Tito estava, nesta época, em Creta, cuidando das comunidades Cristãs da região, quando recebeu a Epístola de Paulo, contendo alguns conselhos, algumas diretrizes, dentre outras coisas.
Passemos, agora, a análise do versículo 16, do capítulo 1 da Epístola a Tito.
Análise – Paulo principia sua Epístola da forma como sempre fazia, e termina a saudação com uma carinhosa bênção apostólica: “A ti, Tito, meu verdadeiro filho na Fé comum, Graça e Paz da parte de Deus e de Jesus Cristo, nosso Salvador.”.
Passa, então, a lembrar a Tito que deixou-o em Creta a fim de que ele cuidasse das tarefas de organização que ainda havia a terminar, “e para que nomeasse em cada cidade os presbíteros das igrejas, conforme as instruções que lhe deixei”, e passa, então, a lembrar as instruções para a escolha dos presbíteros. Presbítero é uma palavra que deriva do grego πρεσβύτερος, e significa ancião, velho. Ou seja, Paulo recomenda, por vários motivos, que somente os mais velhos sejam nomeados para os cargos de chefia e organização das comunidade, chamada Igreja. Em grego, Igreja é Εκκλησία, que na transliteração fica como Ekklésia, que significa congregação, assembléia.
Disto deriva duas coisas, quais sejam: 1º Somente os velhos exerciam cargos de liderança, por assim dizer, pois eram os mais preparados, visto que além de, em geral, serem mais experientes nos assuntos referentes à Sã Doutrina, eram, também, mais sábios e prudentes, devido a idade avançada, que sempre concede à velhice a Sabedoria e a Prudência devidas; 2º A Igreja Primitiva, do primeiro século, em nada se assemelhava à Igreja que se formou a partir do quarto século, nos moldes romanos, e que está em voga até os dias atuais.
Além disto cabe notar que não era só na organização que a Igreja Primitiva se afastava da Igreja atual: era em tudo, como podemos notar lendo os Atos dos Apóstolos e as Epístolas dos Apóstolos.
A Igreja do Caminho, por exemplo, que havia sido fundada em Jerusalém pelos Apóstolos após a morte do Senhor com fins de pregação e assistência aos necessitados e doentes, apresentava características singulares: paupérrima, sem lugar próprio para abrigar os doentes, necessitada de dinheiro e auxílio externo, conseguia, mesmo assim, atender a todos que lhes batiam à porta.
A Igreja de hoje é muito diferente: templos suntuosos feitos de ouro, dentre outras coisas que equiparam a Igreja atual à Sinagoga dos tempos de Jesus – Sinagogas essas que, junto com seus enfeitados Sacerdotes, sofreram dura crítica de Jesus Cristo, pois eram “Belos por fora, e cheios de podridão por dentro!”.
E é aí que entra com mais razão a recomendação de Paulo que analisamos hoje, pois o ensino de Cristo foi esquecido por tais pessoas que, não obstante dizerem conhecer Deus e seguir Cristo, negam em si mesmas tais afirmações.
Dizem que seguem Cristo, os brincalhões!... No entanto, não estendem a mão ao necessitado. Ao mesmo tempo em que se dizem Cristãos, anunciam que o mais universal e bondoso dos homens foi o mais particularista e mesquinho de todos. Pregando a Palavra de Cristo, não conseguem êxito, pois a Palavra morreu neles, cedendo lugar ao orgulho, egoísmo, vaidade, pela própria imprevidência deles.
Cabem, aqui, maravilhosamente bem as palavras que o Senhor Jesus disse, segundo contam, a Madre Teresa de Calcutá: “Eu quis, Teresa, mas eles não quiseram!”.
Dizem conhecer e ser fiéis a Deus. No entanto, onde as boas obras, o sacrifício do orgulho, do egoísmo, da vaidade, o cultivo da Humildade, da Fé, da Esperança, do Amor, da Caridade, da Abnegação, do Pacifismo?
Há mesmo quem, dizendo-se Cristão, apóia assassinatos brutais, como o aborto, a pena de morte, a eutanásia! Sofrem, estes, a dura privação do Reino do Céu, pois Jesus disse que “Nem todos os que me dizem ‘Senhor, Senhor!’ entrarão no Reino do Céu, pois só entrarão os que fizerem a Vontade de Meu Pai, que está no Céu.”. Como querem eles seguir um homem que, não bastasse ter dito que atirasse a primeira pedra quem estivesse limpo de pecado, perdoou, quando pregado na Cruz, os que haviam Lho mandado à morte – e morte de Cruz! –, sendo que apóiam a matança? Como eles não querem ouvir, naquele dia: “Afastai-vos de Mim, vós que praticastes a iniqüidade, pois jamais vos conheci!”?
Se apóia a matança em suas mais variadas formas, se não se esforça a cada dia para ser melhor, se não nega a si mesmo em prol de Cristo, se não quer sofrer privações para ajudar algum necessitado, se diz perdoar, mas não esquece a ofensa, se faz ou se compraz naquilo em que Cristo reprovou e não praticou, mas é lento à prática daquilo em que Cristo se compraz, daquilo que Cristo praticou, então não é Cristã tal pessoa; embora diga ‘Senhor, Senhor!’, não entrará no Reino do Céu, pois praticou a iniqüidade, ao invés da Vontade de Deus, que é bem clara; e porque embora achasse conhecer Deus e Cristo, jamais Os conheceu, pois quem encontra-Se com Cristo e aproxima-Se de Deus jamais fica estacionário, jamais permanece o mesmo, jamais fica satisfeito com o presente, relegando o futuro à conta de fábulas.
Estes, como bem disse o Apóstolo, negam-se pelas suas próprias ações, pois “Uma árvore boa não dá maus frutos.”, como disse Jesus, nosso Senhor.
No entanto, não devemos aplicar tais considerações somente aos nossos irmãos em caminhada, uma vez que somos todos imperfeitos e ainda estamos dando frutos ruins, em sua maioria. Devemos, isto sim, atentarmo-nos àquela consideração de Cristo, que diz: “Vede o cisco no olho do teu irmão, mas não vê a trave no teu próprio? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu, então terás condição de tirar o cisco do olho de seu irmão.”.
Numa palavra: Cristo, com esta lição, ensinou-nos a não julgar nos outros defeitos que temos, a não nos galgarmos a posição de elevação fictícia e dizermos: ‘Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho’; mas, ao invés disto, devemos primeiro tirar a trave de nosso próprio olho, para depois ajudarmos bondosa e pacientemente o nosso irmão a desfazer-se de seu cisco, que lhe incomoda a vista.
Ensinou-nos, além disto, o Senhor, com este ensinamento, a calar ante os defeitos alheios, guardar tais impressões para nós mesmos, buscando aplicá-las em nós, a fim de ver se não temos um defeito igual ou semelhante, a fim de que, com isto, possamos tirar a trave de nosso olho, para que, um dia, possamos auxiliar, com Amor e Misericórdia, os nossos irmãos a fazer o mesmo.
Desta forma, tendo em mente a profundidade do ensino de Jesus, apliquemo-lo agora a nós mesmos e ponderemos: qual foi a última vez que praticamos a Caridade, que exercitamos a Humildade, que desenvolvemos a Paciência, que, enfim, numa palavra, lutamos com unhas e dentes a fim de tornarmo-nos melhores e mais Cristãos? E qual foi a última vez que descumprimos a Lei de Amor do Pai e, irritados, nervosos, lançamos mau fruto no mundo, através da descaridade, do egoísmo, do orgulho, da inveja, da cobiça, da ganância, da vaidade? E, em tais ocasiões, que fizemos para modificar a nós mesmos, tornando-nos melhores e livrando-nos de tais defeitos, que só atrapalham e encarceram o Espírito, ao invés de auxiliá-lo a galgar mais elevadas posições na Vida Eterna, no Reino de Cristo? Podemos, no fim do dia, quando analisamo-nos a nós mesmos, recordando nossas ações, dormir de consciência tranqüila, certos de que, se aprazar ao Senhor da Vida chamar-nos à Vida Espiritual naquele momento, não teremos de temer nada, mas esperar a medalha que recebe o soldado que combateu o bom combate sem fugir ou temer, conseguindo grandes vitórias para seu soberano senhor? Ou teremos muitos e grandes motivos para temer a entrada no Reino da Vida, certos de que teremos de prestar contas, ceitil por ceitil, de toda a má semente, de todo o mau fruto que lançamos ao mundo?
Meditando nisto, conscientizemo-nos de nossa miséria Espiritual, e tratemos de, como Paulo após a Estrada de Damasco, fazer de nossas vidas uma intensa batalha Espiritual, uma grandiosa escada que nos levará direto as Sublimes Glórias de Deus. Desta forma, ao fim do combate, poderemos, felizes, constatar que, obedecendo à recomendação de Cristo, ajuntamos tesouros no Céu, “onde nem a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões não assaltam nem roubam.”.
Finalização – Espero ter trazido mais uma razoável análise, e conseguido explicar da melhor forma possível esta profunda recomendação de Paulo.
Fico por aqui. Até a próxima. Deus abençoe e Jesus Cristo ilumine.
Fiquem com Deus, na Santa Paz do Senhor Jesus Cristo.
“Deus, Cristo e Caridade” – “Cristo ontem, hoje e para todo o sempre”.
Marcadores:
Epístola a Tito.,
Epístolas Paulinas.
| Reações: |
Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009
31º Análise - 1º Epístola a Timóteo, 6, 7-10.
Vv: “Pois não trouxemos nada para o mundo, e dele nada poderemos levar. Se temos o que comer e com que nos vestir, fiquemos contentes com isso. Aqueles, porém, que querem tornar-se ricos, caem na armadilha da tentação e em muitos desejos insensatos e perniciosos, que fazem os homens afundarem na ruína e perdição. Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Por causa dessa ânsia de dinheiro alguns se afastaram da Fé e afligem a si mesmos com muitos tormentos.”.
Abertura – A Primeira Epístola a Timóteo foi escrita por volta da primavera do ano de 66 d.C, provavelmente na cidade de Tróade, na Macedônia, situada na Ásia Menor.
Paulo, no ano de 64, foi absolvido pelo tribunal de César, após 2 anos de prisão. Aproveitou, então, o ensejo, para fazer uma última visita às comunidades do Oriente e realizar seu sonho: visitar a Espanha, levando o Evangelho até os extremos do mundo! Visitou, também, a Gália, hoje chamada França, palco das terríveis batalhas de Caius Julius Caesar, o maior dos Imperadores, que deixou seu nome marcado na História da Humanidade, inspirando muitos líderes em várias épocas: os Czares russos, Napoleão Bonaparte, Adolf Hitler, dentre outros. Deixou Caesar um escrito chamado “De Bello Gallico”, que em português chama-se “Das Guerras da Gália”, onde ele relata suas batalhas e os problemas da região à época. Escreveu, também, o seu “De Bello Civis”, em português “Das Guerras Civis”.
Corria, então, a primavera de 66 d.C., e Paulo, talvez prevendo que não mais regressaria para Eféso, onde estava o jovem Timóteo encarregado da supervisão das comunidades Cristãs daquela cidade, escreve sua 1º Epístola ao jovem.
Existe, como Huberto Rohden nota em seu livro “Paulo de Tarso”, uma clara divisão entre as Epístolas de Paulo. A primeira parte, de seu período de peregrinações, revela uma índole mais ousada, e termina, na visão de Rohden, na Epístola aos Romanos. A segunda parte revela um caráter mais providencial e cuidadoso.
Vejamos as palavras de Rohden sobre as Cartas de Paulo, ditas no capítulo 72 de “Paulo de Tarso”: “A Epístola a Tito e as duas a Timóteo revelam a índole e o estilo de Paulo ancião. Se as Epístolas improvisadas durante as suas grandes viagens apostólicas nos põem diante dos olhos o arrojado teólogo e místico – as Epístolas escritas depois deste período nos mostram o solícito cura d’Almas, o bondoso pai Espiritual, rico de sábios conselhos e diretivas. Falta, nestas últimas Epístolas, o fogo, a audácia, a genialidade dos outros escritos. O estilo é mais calmo, suave, meticuloso; a exuberância dos pensamentos não arrasa os diques, não atropela a gramática, nem quebra uma frase para começar outra, como acontece freqüentemente nas Epístolas-mestras de Paulo.”.
Tenho uma opinião sobre isto: nas Epístolas-mestras, escritas durante os períodos das grandes viagens e lutas contra os judaizantes, o fogo de Cristo arde em altas temperaturas, e consome todas as ruínas do Judaísmo, ajudando a levantar de vez o Palácio do Cristianismo na Alma do Apóstolo das gentes; ao passo que, nas Epístolas pós-Romanos o fogo, embora ainda arda intensamente, já aquietou-se, pois não há mais nada a queimar, não há mais com quê lutar. Então pode o Apóstolo lançar toda a sua prudência e sabedoria ao papel, dando conselhos prudentes, uma vez que o serviço do Paulo teólogo genial e místico profundo já está findo, e a Sã Doutrina já foi assentada em leitos bem cavados, que não deixarão o Cristianismo desviar-se de sua rota.
De fato, 2 milênios se passaram e, não obstante as deformações pelas quais o Cristianismo passou, a “alma” do Cristianismo continua intacta, de modo que ainda temos acesso ao Cristianismo Primitivo, à mesma Espiritualidade que reinava quando o Senhor, cercado de famintos do Pão da Vida, sentava-Se num tronco de madeira, numa pedra, ou no chão, aos pés duma árvore, e ministrava Seus ensinamentos profundos na simplicidade duma Parábola. Isto por causa da obra de Paulo que, durante 30 anos lutou e sofreu até a morte para assentar as palavras saídas da boca de Jesus em bases sólidas e eternas. Conseguiu, o Bandeirante de Cristo, o seu intento!
O ano 48 d.C marcou o começo da atividade Apostólica de Paulo, após cerca de 6 anos de meditação e retiro Espiritual que Paulo passou após sua conversão, às Portas de Damasco. Do ano 48 ao 64 Paulo fez 4 grandes viagens por toda a Ásia e Europa, praticamente sem descanso entre uma e outra. Na chuva, no frio, no calor, de dia, de noite, saudável, moribundo, chicoteado, apedrejado, naufrago, esfomeado, montado num burrico, num cavalo ou nos pés – pés que carregavam um corpo alquebrado pelo tempo e frágil pela genética –, e de tantas outras formas... Assim vai Paulo, durante 30 anos, cumprir sua missão: assentar em bases eternas o ensino do Senhor.
Jesus semeou, Paulo regou – e Deus, sempre solícito, fez crescer a Árvore da Vida, que é o Cristianismo.
Paremos com as introduções e partamos a análise!
Análise – A Epístola a Timóteo tem um caráter pastoral, ou seja, tem como objetivo o ensino de certas providências na manutenção das comunidades Cristãs de Eféso. Além disto, trás algumas recomendações contra certas doutrinas absurdas, provindas da mitologia, das fábulas, das lendas e, principalmente, dos livros ritualísticos judaicos, que se instalavam no seio das comunidades Cristãs de Eféso, ameaçando, com suas besteiras mitológicas, o bom desenvolvimento da família Cristã na região – pois, de fato, as primeiras legiões de Cristãos tratavam-se como verdadeiros irmãos, pois sabiam ser, de fato, irmãos em Espírito, provindos do mesmo Pai Celeste.
A Primeira Epístola a Timóteo tem muita semelhança com a Epístola a Tito, pois trata de problemas semelhantes, como a manutenção das comunidades Cristãs, dentre outros tópicos.
Em dado momento, Paulo escreve a recomendação aos ricos: que não devem pôr sua Esperança nas coisas do mundo, pois viemos ao mundo sem tais coisas, e, ao sair dele, teremos de abandoná-las. Antes, porém, deve o homem pôr sua Esperança no futuro – que, ao contrário do que se costuma pensar, é mais certo que o presente –, deve ajuntar riquezas, sim, mas no Reino do Céu, em Espírito, pois lá as traças não corroem, os ladrões não roubam, a ferrugem não destrói.
Envolto na Sabedoria de 30 anos de lutas, Paulo lança ao papel estas sublimes palavras: “Se temos o que vestir e o que comer, fiquemos contentes com isso.”. De fato, se temos o que comer e o que vestir, temos tudo quanto necessitamos para revestir nosso organismo da saúde necessária às lutas diárias na Terra, que ensinam, corrigem, ajustam sempre.
Porque colocar a Esperança no presente, que é tão frágil e incerto, ao ponto de não sabermos, por exemplo, se vamos morrer agora mesmo, lendo este texto? Não é mais sábio e prudente pôr a Esperança no futuro, que é tão certo quanto o fato de que todos os dias o Sol nasce e a Lua se põe – e vice-versa? Quem acha o futuro incerto deveria se edificar na Fé, na Humildade e na Caridade; quem acha o presente certo deveria desfazer-se da ilusão mortífera, com o mesmo e santo remédio: Humildade, Caridade e Fé – sem cessar. No entanto, destas três, devemos concordar com Paulo: “Ficam, por agora, estas três. No entanto, a maior delas, é o Amor.”.
Muitas pessoas ficam nesta ânsia de ter cada vez mais, e não notam que poderiam ser mais! Causam muitos males a si mesmas, não só de ordem Espiritual, mas também de ordem mental: quantos doentes psicoemocionais andam à solta, ferindo-se à menor palavra, dando uma importância descabida às palavras dos outros, vivendo de forma incorreta para os outros, dentre outros tantos problemas? Quantos ricos não têm caído nas drogas, na depressão e em outras doenças psicoemocionais, no suicídio? Não só os ricos, bem sabemos, sofrem deste tipo de mal: também os pobres que têm ambições menos dignas, que têm verdadeira obsessão pelo dinheiro e pela posse, por causa do orgulho, da vaidade, do egoísmo, estão em profunda miséria Espiritual e psíquica. Porque não se contentam em ter o necessário: comida, bebida e vestimenta? Porque, ao invés de desgastarem-se de todas as formas por bens passageiros, não fazem um mínimo esforço para conquistar a sublime ambição de ser melhores moralmente e mais saudáveis psicoemocionalmente? Porque alguns chegam ao fundo do poço pelo dinheiro, pela maldita ambição de querer ser mais que os outros, cometendo os mais terríveis enganos e crimes – alguns chegam a matar e roubar! –, mas não têm coragem de se impor um sacrifício em prol de conquistar o maior dos tesouros, que está no Céu? Pudera tivessem tamanha ousadia de ser como Paulo, legítimo Cristão, e dissessem: “Sei viver na abundância e na miséria”. Pudera, ainda, falassem com Paulo tais coisas, e seguissem os passos deste Bandeirante do Evangelho, deste Prisioneiro de Cristo, que, desde sua conversão às Portas de Damasco, quando viu Cristo Redivivo e Glorioso, não passou um único dia sem se esforçar em melhorar a si mesmo, a ser mais do que era em Espírito. Garanto que Paulo, finda sua missão, poderia certamente dizer, com justa satisfação: “Saltei um abismo!”. Isto porque, de fato, naquele glorioso dia em que a Misericórdia de Deus fez-se mais visível aos olhos de Paulo, quando o próprio Cristo veio buscá-lo para a árdua tarefa, Paulo, em Espírito, era um poço de miséria, que descia para as profundezas da escuridão, ao passo que, em Roma, quando sua cabeça rolou ante o golpe certeiro da espada do algoz, Paulo, em Espírito, era pura Luz, que subia, quase correndo, rumo ao seu Divino Senhor Jesus Cristo.
Paulo ainda lembra que muitos, por causa de ambições menos dignas, se afastaram da Fé, pois eram fracos, fraquíssimos. Não sejamos, por Deus, como esses tais, que bendizem a Deus na abundância e O amaldiçoam na miséria; que fingem segui-Lo, mas que fogem ao combate na primeira oportunidade! Sejamos, isto sim, como Paulo, como o próprio Cristo, se possível, e, incansáveis, façamos de nossa vida e de nosso sofrimento uma escada luminosa que não pára de subir jamais rumo às Excelsas Claridades de Deus, Soberano Senhor. Tenhamos esta ambição, que é uma ambição digna e boa. As demais, ambições inferiores, joguemo-las fora, junto com o orgulho, o egoísmo, a vaidade, sendo mais Caridosos, Humildes, Esperançosos e com uma Fé inabalável, que se caracteriza pela prática da Lei de Deus, que é Puro Amor.
Finalização – Espero ter podido trazer-lhes uma boa análise. Meditemos nela hoje, buscando sempre pôr o ensino de Cristo, nosso Mestre querido, nosso Amigo fiel, em prática sempre, todos os dias, não importando quantos sofrimentos nos custe. De fato, o Cristão, em tais momentos, deve se lembrar que Cristo proclamou Bem-Aventurados os que sofrem por Ele e com Ele. Jesus não nos prometeu, na Terra, gozos terrenos, mas sofrimentos atrozes por Amor de Seu Nome. No entanto, assegurou que “Bem-Aventurados sois vós, se vos perseguirem e insultarem, e se disserem todo tipo de calúnia contra vós, por causa de Mim.”. E completou, dizendo: “Fiquem alegres e contentes, pois grande será para vós a recompensa no Céu.”.
Além do mais, que é a vida terrena diante da Eternidade, senão um mero segundo – ou menos!? Pois bem! À custa de um segundo de trabalho e sofrimento teremos uma Eternidade de Luz, Felicidade e Bem-Aventuranças no Reino de Amor. Trabalhemos sempre, aproveitando cada milésimo de segundo deste segundo em que estamos metidos, porque no final do dia receberemos nosso soldo, que o Senhor nos pagará por Seu Amor, por Sua Misericórdia.
Por hoje é só. Até a próxima. Deus abençoe e Jesus Cristo ilumine.
Fiquem com Deus, na Santa Paz do Senhor Jesus Cristo.
“Deus, Cristo e Caridade” – “Cristo ontem, hoje e para todo o sempre”.
Abertura – A Primeira Epístola a Timóteo foi escrita por volta da primavera do ano de 66 d.C, provavelmente na cidade de Tróade, na Macedônia, situada na Ásia Menor.
Paulo, no ano de 64, foi absolvido pelo tribunal de César, após 2 anos de prisão. Aproveitou, então, o ensejo, para fazer uma última visita às comunidades do Oriente e realizar seu sonho: visitar a Espanha, levando o Evangelho até os extremos do mundo! Visitou, também, a Gália, hoje chamada França, palco das terríveis batalhas de Caius Julius Caesar, o maior dos Imperadores, que deixou seu nome marcado na História da Humanidade, inspirando muitos líderes em várias épocas: os Czares russos, Napoleão Bonaparte, Adolf Hitler, dentre outros. Deixou Caesar um escrito chamado “De Bello Gallico”, que em português chama-se “Das Guerras da Gália”, onde ele relata suas batalhas e os problemas da região à época. Escreveu, também, o seu “De Bello Civis”, em português “Das Guerras Civis”.
Corria, então, a primavera de 66 d.C., e Paulo, talvez prevendo que não mais regressaria para Eféso, onde estava o jovem Timóteo encarregado da supervisão das comunidades Cristãs daquela cidade, escreve sua 1º Epístola ao jovem.
Existe, como Huberto Rohden nota em seu livro “Paulo de Tarso”, uma clara divisão entre as Epístolas de Paulo. A primeira parte, de seu período de peregrinações, revela uma índole mais ousada, e termina, na visão de Rohden, na Epístola aos Romanos. A segunda parte revela um caráter mais providencial e cuidadoso.
Vejamos as palavras de Rohden sobre as Cartas de Paulo, ditas no capítulo 72 de “Paulo de Tarso”: “A Epístola a Tito e as duas a Timóteo revelam a índole e o estilo de Paulo ancião. Se as Epístolas improvisadas durante as suas grandes viagens apostólicas nos põem diante dos olhos o arrojado teólogo e místico – as Epístolas escritas depois deste período nos mostram o solícito cura d’Almas, o bondoso pai Espiritual, rico de sábios conselhos e diretivas. Falta, nestas últimas Epístolas, o fogo, a audácia, a genialidade dos outros escritos. O estilo é mais calmo, suave, meticuloso; a exuberância dos pensamentos não arrasa os diques, não atropela a gramática, nem quebra uma frase para começar outra, como acontece freqüentemente nas Epístolas-mestras de Paulo.”.
Tenho uma opinião sobre isto: nas Epístolas-mestras, escritas durante os períodos das grandes viagens e lutas contra os judaizantes, o fogo de Cristo arde em altas temperaturas, e consome todas as ruínas do Judaísmo, ajudando a levantar de vez o Palácio do Cristianismo na Alma do Apóstolo das gentes; ao passo que, nas Epístolas pós-Romanos o fogo, embora ainda arda intensamente, já aquietou-se, pois não há mais nada a queimar, não há mais com quê lutar. Então pode o Apóstolo lançar toda a sua prudência e sabedoria ao papel, dando conselhos prudentes, uma vez que o serviço do Paulo teólogo genial e místico profundo já está findo, e a Sã Doutrina já foi assentada em leitos bem cavados, que não deixarão o Cristianismo desviar-se de sua rota.
De fato, 2 milênios se passaram e, não obstante as deformações pelas quais o Cristianismo passou, a “alma” do Cristianismo continua intacta, de modo que ainda temos acesso ao Cristianismo Primitivo, à mesma Espiritualidade que reinava quando o Senhor, cercado de famintos do Pão da Vida, sentava-Se num tronco de madeira, numa pedra, ou no chão, aos pés duma árvore, e ministrava Seus ensinamentos profundos na simplicidade duma Parábola. Isto por causa da obra de Paulo que, durante 30 anos lutou e sofreu até a morte para assentar as palavras saídas da boca de Jesus em bases sólidas e eternas. Conseguiu, o Bandeirante de Cristo, o seu intento!
O ano 48 d.C marcou o começo da atividade Apostólica de Paulo, após cerca de 6 anos de meditação e retiro Espiritual que Paulo passou após sua conversão, às Portas de Damasco. Do ano 48 ao 64 Paulo fez 4 grandes viagens por toda a Ásia e Europa, praticamente sem descanso entre uma e outra. Na chuva, no frio, no calor, de dia, de noite, saudável, moribundo, chicoteado, apedrejado, naufrago, esfomeado, montado num burrico, num cavalo ou nos pés – pés que carregavam um corpo alquebrado pelo tempo e frágil pela genética –, e de tantas outras formas... Assim vai Paulo, durante 30 anos, cumprir sua missão: assentar em bases eternas o ensino do Senhor.
Jesus semeou, Paulo regou – e Deus, sempre solícito, fez crescer a Árvore da Vida, que é o Cristianismo.
Paremos com as introduções e partamos a análise!
Análise – A Epístola a Timóteo tem um caráter pastoral, ou seja, tem como objetivo o ensino de certas providências na manutenção das comunidades Cristãs de Eféso. Além disto, trás algumas recomendações contra certas doutrinas absurdas, provindas da mitologia, das fábulas, das lendas e, principalmente, dos livros ritualísticos judaicos, que se instalavam no seio das comunidades Cristãs de Eféso, ameaçando, com suas besteiras mitológicas, o bom desenvolvimento da família Cristã na região – pois, de fato, as primeiras legiões de Cristãos tratavam-se como verdadeiros irmãos, pois sabiam ser, de fato, irmãos em Espírito, provindos do mesmo Pai Celeste.
A Primeira Epístola a Timóteo tem muita semelhança com a Epístola a Tito, pois trata de problemas semelhantes, como a manutenção das comunidades Cristãs, dentre outros tópicos.
Em dado momento, Paulo escreve a recomendação aos ricos: que não devem pôr sua Esperança nas coisas do mundo, pois viemos ao mundo sem tais coisas, e, ao sair dele, teremos de abandoná-las. Antes, porém, deve o homem pôr sua Esperança no futuro – que, ao contrário do que se costuma pensar, é mais certo que o presente –, deve ajuntar riquezas, sim, mas no Reino do Céu, em Espírito, pois lá as traças não corroem, os ladrões não roubam, a ferrugem não destrói.
Envolto na Sabedoria de 30 anos de lutas, Paulo lança ao papel estas sublimes palavras: “Se temos o que vestir e o que comer, fiquemos contentes com isso.”. De fato, se temos o que comer e o que vestir, temos tudo quanto necessitamos para revestir nosso organismo da saúde necessária às lutas diárias na Terra, que ensinam, corrigem, ajustam sempre.
Porque colocar a Esperança no presente, que é tão frágil e incerto, ao ponto de não sabermos, por exemplo, se vamos morrer agora mesmo, lendo este texto? Não é mais sábio e prudente pôr a Esperança no futuro, que é tão certo quanto o fato de que todos os dias o Sol nasce e a Lua se põe – e vice-versa? Quem acha o futuro incerto deveria se edificar na Fé, na Humildade e na Caridade; quem acha o presente certo deveria desfazer-se da ilusão mortífera, com o mesmo e santo remédio: Humildade, Caridade e Fé – sem cessar. No entanto, destas três, devemos concordar com Paulo: “Ficam, por agora, estas três. No entanto, a maior delas, é o Amor.”.
Muitas pessoas ficam nesta ânsia de ter cada vez mais, e não notam que poderiam ser mais! Causam muitos males a si mesmas, não só de ordem Espiritual, mas também de ordem mental: quantos doentes psicoemocionais andam à solta, ferindo-se à menor palavra, dando uma importância descabida às palavras dos outros, vivendo de forma incorreta para os outros, dentre outros tantos problemas? Quantos ricos não têm caído nas drogas, na depressão e em outras doenças psicoemocionais, no suicídio? Não só os ricos, bem sabemos, sofrem deste tipo de mal: também os pobres que têm ambições menos dignas, que têm verdadeira obsessão pelo dinheiro e pela posse, por causa do orgulho, da vaidade, do egoísmo, estão em profunda miséria Espiritual e psíquica. Porque não se contentam em ter o necessário: comida, bebida e vestimenta? Porque, ao invés de desgastarem-se de todas as formas por bens passageiros, não fazem um mínimo esforço para conquistar a sublime ambição de ser melhores moralmente e mais saudáveis psicoemocionalmente? Porque alguns chegam ao fundo do poço pelo dinheiro, pela maldita ambição de querer ser mais que os outros, cometendo os mais terríveis enganos e crimes – alguns chegam a matar e roubar! –, mas não têm coragem de se impor um sacrifício em prol de conquistar o maior dos tesouros, que está no Céu? Pudera tivessem tamanha ousadia de ser como Paulo, legítimo Cristão, e dissessem: “Sei viver na abundância e na miséria”. Pudera, ainda, falassem com Paulo tais coisas, e seguissem os passos deste Bandeirante do Evangelho, deste Prisioneiro de Cristo, que, desde sua conversão às Portas de Damasco, quando viu Cristo Redivivo e Glorioso, não passou um único dia sem se esforçar em melhorar a si mesmo, a ser mais do que era em Espírito. Garanto que Paulo, finda sua missão, poderia certamente dizer, com justa satisfação: “Saltei um abismo!”. Isto porque, de fato, naquele glorioso dia em que a Misericórdia de Deus fez-se mais visível aos olhos de Paulo, quando o próprio Cristo veio buscá-lo para a árdua tarefa, Paulo, em Espírito, era um poço de miséria, que descia para as profundezas da escuridão, ao passo que, em Roma, quando sua cabeça rolou ante o golpe certeiro da espada do algoz, Paulo, em Espírito, era pura Luz, que subia, quase correndo, rumo ao seu Divino Senhor Jesus Cristo.
Paulo ainda lembra que muitos, por causa de ambições menos dignas, se afastaram da Fé, pois eram fracos, fraquíssimos. Não sejamos, por Deus, como esses tais, que bendizem a Deus na abundância e O amaldiçoam na miséria; que fingem segui-Lo, mas que fogem ao combate na primeira oportunidade! Sejamos, isto sim, como Paulo, como o próprio Cristo, se possível, e, incansáveis, façamos de nossa vida e de nosso sofrimento uma escada luminosa que não pára de subir jamais rumo às Excelsas Claridades de Deus, Soberano Senhor. Tenhamos esta ambição, que é uma ambição digna e boa. As demais, ambições inferiores, joguemo-las fora, junto com o orgulho, o egoísmo, a vaidade, sendo mais Caridosos, Humildes, Esperançosos e com uma Fé inabalável, que se caracteriza pela prática da Lei de Deus, que é Puro Amor.
Finalização – Espero ter podido trazer-lhes uma boa análise. Meditemos nela hoje, buscando sempre pôr o ensino de Cristo, nosso Mestre querido, nosso Amigo fiel, em prática sempre, todos os dias, não importando quantos sofrimentos nos custe. De fato, o Cristão, em tais momentos, deve se lembrar que Cristo proclamou Bem-Aventurados os que sofrem por Ele e com Ele. Jesus não nos prometeu, na Terra, gozos terrenos, mas sofrimentos atrozes por Amor de Seu Nome. No entanto, assegurou que “Bem-Aventurados sois vós, se vos perseguirem e insultarem, e se disserem todo tipo de calúnia contra vós, por causa de Mim.”. E completou, dizendo: “Fiquem alegres e contentes, pois grande será para vós a recompensa no Céu.”.
Além do mais, que é a vida terrena diante da Eternidade, senão um mero segundo – ou menos!? Pois bem! À custa de um segundo de trabalho e sofrimento teremos uma Eternidade de Luz, Felicidade e Bem-Aventuranças no Reino de Amor. Trabalhemos sempre, aproveitando cada milésimo de segundo deste segundo em que estamos metidos, porque no final do dia receberemos nosso soldo, que o Senhor nos pagará por Seu Amor, por Sua Misericórdia.
Por hoje é só. Até a próxima. Deus abençoe e Jesus Cristo ilumine.
Fiquem com Deus, na Santa Paz do Senhor Jesus Cristo.
“Deus, Cristo e Caridade” – “Cristo ontem, hoje e para todo o sempre”.
Marcadores:
1º Epístola a Timóteo.,
Epístolas Paulinas.
| Reações: |
Assinar:
Postagens (Atom)
